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Coluna

Calamidade pública

Por Glauber Guerra

A batalha judicial que paralisa as Séries C e D em um primeiro momento beneficiou algumas equipes, que tiveram mais tempo para treinar e realizar amistosos. Mas os efeitos colaterais por conta da demora em resolver o imbróglio já começaram a aparecer: prejuízos financeiros, a fuga dos patrocinadores e a dificuldade de muitos clubes em realizarem amistosos, para, já que muitos  não possuem verba suficiente para hospedagem e transporte. Os amistosos são importantes para que os times tenham um bom condicionamento físico, além de ganhar ritmo de jogo e entrosamento. Um exemplo caótico é o Petrolina (PE). Após realizar um bom campeonato estadual e manter boa parte do elenco, o clube passou por uma situação constrangedora. Os 19 atletas que residem na casa do atleta ficaram às escuras, já que a energia elétrica foi cortada por falta de pagamento. Para resolver a questão temporariamente, a diretoria do time pernambucano fez uma campanha na imprensa local para arrecadar ajuda financeira entre os torcedores e simpatizantes. Além disso, algumas agremiações estão sofrendo com a “fuga” de jogadores. Muitos atletas estão solicitando a rescisão contratual para atuarem em campeonatos de menor prestígio, como a Série A2 do pernambucano, porém com a certeza de que vão jogar.

Entre os times baianos, o sinal de alerta já foi ligado. O Vitória da Conquista que conseguiu manter 90% do elenco do Baianão, fez um investimento alto para a disputa da competição que ainda não começou e já começa a ter prejuízos financeiros. O Feirense, que apostou na sua divisão de base, já demonstra preocupação pela demora em resolver o imbróglio. A CBF está se movimentando para resolver a questão até segunda-feira (11). A entidade estuda um “remédio jurídico”. Se o impasse não for resolvido o mais rápido possível, a situação que já é de calamidade pública, pode virar estado de emergência para a maioria dos clubes.

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