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Marca Bahia Notícias Holofote

Coluna

Acorda!

Eu não consigo entender René Simões. No discurso sempre fala que é preciso trabalhar, buscar alternativas, tentar anular o adversário, mas, nos últimos jogos, tem tido atitudes diferentes do que prega. Não entendo como, com uma semana de preparação para um jogo, o treinador sequer simula a nova formação. É claro que, com o equilíbrio técnico e físico do futebol atual, a parte tática pode e deve fazer a diferença. Isso se consegue apenas com muita repetição. Por que não repetir? Quer fazer mistério e tentar surpreender na escalação? Fecha os portões do Fazendão por alguns minutos e tudo certo!



Quando vi a escalação com Lulinha, gostei, mas fiquei com a ressalva sobre o posicionamento. E, para minha surpresa, Lulinha, que é quase um segundo atacante, jogou praticamente como um terceiro volante. Não é a dele correr atrás na marcação e ainda perdeu a principal característica, que é de partir para cima em velocidade desde a intermediária a área adversária. Simões escolheu uma bela opção ofensiva, porém escalou errado. Com o posicionamento excessivamente recuado dos zagueiros, o buraco ficou do tamanho de Pituaçu.



Esse, por sinal, foi o calcanhar de Aquiles do Bahia contra o Coritiba. O posicionamento de Paulo Miranda e Titi lembrou a época confusa de Vagner Benazzi. Os zagueiros ficavam praticamente dentro da área, atraindo os volantes para trás, o que abriu espaço para os cinco homens de meio de campo do Coxa jogarem a vontade. A intermediária tricolor era um parque de diversões. Os volantes ficaram perdidos e os laterais não conseguiam apoiar. Bolas nas costas o tempo todo! Contra qualquer time, se deve encurtar o campo, marcar a saída de bola, mas neste jogo isso era ainda mais obrigatório. Os setores ficaram separados. Quando se recuperava a bola, Jobson, Júnior e Carlos Alberto estavam distantes, isolados e bem marcados. Recebiam e eram facilmente anulados.



Não sou treinador e de fora é muito fácil falar, porém minha função é essa. A solução é simples: treinar e treinar. Avança o posicionamento dos zagueiros, aproxima os setores e trabalha as variações de jogadas. O meio de campo precisa jogar junto e, nisso daí, cabe a entrada de Ricardinho como terceiro homem. Os dois últimos jogos provaram que esse é o lugar dele. Com ele e Carlos Alberto, o time vai ganhar muito em experiência e qualidade. Com a equipe agrupada, não tem como os resultados não chegarem.



Quando o time é inferior tecnicamente, entendo que seja dominado e não vença os jogos. Não tem sido o caso. Quando isso acontece fisicamente ou taticamente eu não aceito! René tem tido tempo suficiente para treinar e anular essas falhas bobas de posicionamento. Não dá para ficar vendo jogo após jogo os mesmos erros se repetindo. Adicionado a isso, a péssima fase técnica de Ávine e Jancarlos; o jogo preguiçoso de Carlos Alberto e o nervosismo de Jobson. Primeiro foi Souza, agora Júnior e o próximo a irritar a torcida será Reinaldo. Simões tem uma parte da culpa, mas não é o único! Não faz gol, não marca, nem dá passes, porém, o dele não tem feito criteriosamente. Já passou da hora de acordar!

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