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Coluna

Irmãos solidários

Por Edson Almeida

Tricolores e rubro-negros até que foram longe nesta Copa do Brasil, chegando a uma semifinal, mas saindo de forma decepcionante, com a diferença de que o Vitória ainda empatou o primeiro jogo com o Coritiba, o Bahia perdeu os dois para o Grêmio, só que o Leão levou de 4x1 na segunda partida e o Esquadrão o fez fracionado, com derrotas de 2x1 e 2x0 diante do Grêmio, os mesmos 4x1 na decisão semifinal de 90 minutos.
 
Em teremos práticos, foram fraternalmente solidários em suas fragilidades, com alguns aspectos muito semelhantes. Fracos nas laterais, problemas de posicionamento de defesa, falta de criatividade no meio-campo, ataques de pouca realização nos jogos decisivos.
 
O Bahia, que tem uma responsabilidade bem maior de nos representar na primeira divisão, precisa de muito mais reforços. Não pode continuar sofismando sob a conquista de um campeonato estadual, simplesmente porque superou o jejum de uma década. Teve seus méritos pela melhor campanha da fase classificatória, colocando nove pontos sobre o adversário Vitória, mas na hora da decisão já mostrou as suas fraquezas, tanto que sequer ganhou um jogo do arquirrival, acumulando, ao longo da jornada três empates e uma derrota. Paulo Roberto Falcão tem insistido com alguns jogadores que não correspondem.
 
O Vitória, além dos problemas inerentes de reforços,precisa ter a consciência do seu técnico Paulo César Carpegiani que o caminho para qualquer bom negócio é a simplicidade. Ele adora improvisar e isso o leva a resultados frustrantes. O Leão é carente também de mais alguns bons reforços, mas destes que tenham condições de enfrentar os rigores de uma Série B.
 
Se estas providências não forem tomadas com rapidez, poderemos, em outubro testemunhar novas decepções – e isso é o que a imprensa e a torcida menos deseja, mas não podem deixar de advertir os dirigentes, técnicos e jogadores. 

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