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Coluna

Reflexão

Por Éder Ferrari

Por Éder Ferrari

A competição mais importante do futebol brasileiro começa esvaziada, com quase todos os times sem foco. Uns pela perda do título estadual, outros por estarem envolvidos na Copa do Brasil ou Libertadores e ainda tem quem passa por reformulação. Não sei se é a TV, as Federações, os clubes, a CBF ou todos eles que exigem essa coqueluche de jogos, mas isso precisa ser revisto. Acabam os estaduais e, na mesma semana, começa o nacional. No meio disso outras competições. A bola rola antes de a janela internacional de transferências abrir. Moral da história: estádios vazios, times mistos ou reservas, sem a força necessária e clima de saco cheio. “Pelo amor de Deus, já?”. Deveria ter, pelo menos, umas duas semanas entre o final do regional e o início do Brasileirão.  
 
Mudando de assunto, o que modificou da derrota para o Grêmio ao empate com os reservas do Santos? Taticamente o time evoluiu. Não apenas pela saída de um volante para a entrada de Morais, como o posicionamento. O time jogou mais avançado, porém segue muito longe da área. Lulinha que, teoricamente, é o meia mais próximo do centroavante, fica muito distante, sempre torto pelo lado esquerdo. Mesmo jogando mais ou menos bem, vira o time pião: gira, gira, gira e cai! Tem faltado penetração. Não gosto, mas acharia interessante que Falcão testasse um ataque com Ciro e Rafael ou Júnior. Ciro entraria por ter maior mobilidade, apesar do momento terrível. Impressionante como o Bahia não entra na área do adversário e, quando o faz, sempre faltam pernas para concluir. Também não dá mais para manter Lulinha nesse posicionamento!
 
Um amigo, Fabrício, me passou uma pauta. Ele queria que eu fizesse um artigo falando sobre os reforços internos do Bahia. Já havia pensado nisso, mas deixei na gaveta para não pensarem que sou doido. O que aconteceria caso eu viesse a dizer coisas como Zé Roberto, Morais, Ciro, Magno, Jefferson e Ávine poderiam dar outro nível ao time? Tiro dessa lista de “queimados” os dois últimos devido as graves contusões. Esse é o futebol! Quem deveria resolver não resolve e vice e versa. Justamente ai que cabe uma reflexão. Chegou a hora de a diretoria pensar em uma solução para esses caras, principalmente Zé Roberto (parece ter desaprendido) e Morais. O custo benefício tem sido ridículo. Morais ainda faz alguma coisa e tem sido útil pela carência da posição, contudo os vários passes errados complicam e irritam. É hora de acordar!
 
Ainda penso que o Bahia tem uma boa base e, com reforços pontuais, pode fazer um campeonato tranquilo e até buscar algo mais. Agora, é preciso fazer uma reflexão geral e não apenas no elenco. Competência, critério e sorte. Por que tantas lesões musculares? O que aconteceu com Souza? E o que acontece com Ávine? O disse me disse é tão grande que já especularam várias loucuras. Prefiro nem falar nada para não alimentar. Contando com a oficial, ouvi cinco versões. Uma mais cabeluda que a outra. Contratar é preciso. Dispensar é preciso. Falcão precisa parar de superestimar os adversários. Respeito é fundamental, mas não pode vir fantasiado de medo. O Brasileiro é longo e complicado. Não pode faltar capacidade técnica, como aconteceu contra os reservas do Santos!

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