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Coluna

O previsível

Por Edson Almeida

Se o cara superlativa o Bahia, achando que ele tem forças até para ser campeão, o resultado da estreia (0x0) com o time misto do Santos, foi uma ducha de água fria, provocando um início de desespero. Poderia ter sido pior, se o Borges não perdesse aquelas duas chances imperdíveis dos cinco minutos finais.
 
O problema é que o jogo do Bahia é muito burocrático, sem resultado prático, muito previsível para o que já vinha jogando neste início de temporada. Foi campeão baiano com méritos pela maior pontuação de toda a jornada, mas não ganhou uma só das quatro partidas contra o seu maior rival, o Vitória, que os próprios tricolores minimizam, dizendo que é time de segunda categoria, porque está na segunda divisão.
 
O drama maior é que, nas três próximas partidas, todas fora de casa, o Bahia pega o Grêmio, pela Copa do Brasil, o São Paulo e o Atlético/MG, pelo Brasileiro. Pode até pontuar, mas é bom não iludir a torcida, porque o Bahia não é favorito em nenhuma delas.
 
Continua faltando ao Tricolor uma atitude dos dirigentes em contratar reforços de realce. Parece que a conquista do estadual os convenceu de que o grupo está pronto e suficientemente capacitado a disputar as primeiras posições da Série A.
 
O Vitória começou bem a Série B, ganhando fora de casa para o Barueri, por 1x0, mas precisa ainda melhorar muito para resgatar a confiança da torcida, cujo maior apelo é subir de divisão.

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