Fragilidades
Os triunfos de Bahia e Vitória sobre o Bahia de Feira (em virada de 3x2) e contra o Juazeiro (2x0, lá no Adauto Morais) foram apenas o resultado de um favoritismo anunciado. O que preocupa é que os nossos dois maiores representantes, que neste meio de semana vão jogar fora de casa pela Copa do Brasil, apesentam alguns pontos vulneráveis.
O Bahia de Paulo Roberto Falcão é frágil na defesa, seus dois zagueiros são vacilantes, mesmo com Marcelo Donato tendo feito dois dos três gols, herói do triunfo e da virada, mas, ao longo do jogo, com problemas de posicionamento e saída de jogo. Os laterais são inconstantes.
O Vitória só apresentou de novo o treinador, pois agora é comandado por Ricardo Silva, a quem se deve creditar bom desempenho toda vez que pegou o time, mas que não conta com o apoio da torcida. Vice campeão da Copa do Brasil, decidindo em 2010 com o Santos de Neymar e Ganso, campeão baiano e de ótimo índice de aproveitamento, ele substitui Toninho Cerezo, sabendo que pode ser mais uma rápida passagem.
O rubro-negro parece instável em todos os setores: defesa mutilada e inconfiável, meio-campo se valendo do expediente da ligação direta, ataque dependendo da inspiração de Marquinhos ou do oportunismo de Neto Baiano.
Não resta a menor dúvida de que os jogos do Bahia contra o Clube do Remo e do Vitória diante do ABC, equipes sem grandes jogadores, mas de inquestionável conjunto, preocupam aos torcedores.
O Bahia de Feira, nosso terceiro representante, até leva uma expectativa melhor, porque só o fato de enfrentar o São Paulo, equipe de larga tradição e muita categoria, já lhe absorve de qualquer grande responsabilidade de ganhar.
E isso até pode ser uma vantagem sobre seus dois coirmãos, que entram como favoritos e sem estarem na sua melhor fase.
