As garras do Leão
Quando tudo se desenhava para mais um triunfo do líder Bahia, tal a euforia de sua torcida e a supremacia na bolsa de apostas, o Vitória mostrou que este título ainda não tem um favorito tão declarado como era o Tricolor, ganhando o clássico por 3x2, um resultado até magro para o seu amplo domínio.
O Leão foi melhor nos dois tempos e jogou o suficiente em 15 minutos para liquidar inteiramente com as pretensões adversárias: fez 2x0, poderia ter dobrado, foi tática, técnica e fisicamente mais time. O Esquadrão, ao contrário, teve falhas em todos os seus setores. Mas como num clássico nunca se pode apresentar nada em definitivo, também em quatro minutos, em dois contragolpes fulminantes, chegou ao empate.
O que se viu, na verdade, é que o campeonato promete pegar fogo nestas últimas rodadas da fase de classificação e no turno decisivo, quando quatro equipes ficam para ver quem levanta a taça.
A coerência manda dizer que antes desta partida, também entendia que o Bahia era favorito, mas, como em toda disputa na vida, o negócio agora mostra que não é bem assim. Na verdade, nos últimos três jogos o Vitória de Cerezo tem crescido de forma muito saliente, enquanto o Bahia de Falcão tem as suas dificuldades.
Acho até que o resultado do clássico serviu para motivar ainda mais o campeonato – que não me digam que, agora, tudo está errado no Fazendão; o que houve mesmo é que o Vitória começa a ganhar “liga” e a disputa vai ferver até o fim.
Elejo Geovanni, comandando o time rubro-negro e fazendo um golaço de falta, o melhor de todos em campo, mas Gabriel tricolor esteve bem, sofrendo o pênalti e marcando um gol muito bonito, Pedro Ken, Gabriel Paulista, Victor Ramos, Nino Paraíba e o lutador Neto Baiano foram outros destaques de um dos clássicos mais movimentados dos últimos tempos.
Pode até não ter sido de grande técnica, mas foi empolgante pela movimentação e por um primeiro tempo cheio de gols. Venceu o melhor.
