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Coluna

O caminho é esse

Por Maurício Naiberg

O jogo contra o Camaçari não foi bom e o rendimento de alguns jogadores pode ser melhor, mas o técnico do Vitória, Toninho Cerezo, fez o que todo torcedor rubro-negro quer: time ofensivo e gols. Não disse que a fórmula é simples? É difícil ver um clube como Vitória atuar contra uma equipe de interior – com todo respeito que tenho a todas – utilizando três ou quatros homens de marcação no meio de campo.
 
Diante do time do Pólo, no papel, Cerezo fez tudo certinho. Um atleta de marcação pesada (Michel), outro que sabe marcar e sair para contra-ataques (Mineiro), além dos dois meias (Arthur Maia e Lúcio Flávio). Simples assim. O Leão teve mais liberdade ofensiva e segurança na defesa. Houve um equilíbrio necessário em qualquer equipe. 
 
Gostei de ver os dois garotos nas laterais. Romário, voltando de uma lesão na canela, e Mansur, estreando entre os profissionais, precisam jogar e o teste deles é justamente no Baianão mesmo. Lógico que ainda são apostas, mas podem se tornar realidades em breve na Toca. 
 
Outro destaque positivo foi o zagueiro Victor Ramos, fazendo sua reestreia no rubro-negro. Seguro e mostrando muita vontade, o jogador se destacou de forma positiva neste confronto e deve ser o titular deste setor junto com o experiente Rodrigo ou Gabriel. Todos esses merecem confiança. 
 
Para não deixar de falar nele, mais uma vez Neto Baiano provou que é o dono da nove e para tirá-lo vai ser complicado. Com o cara não tem jogada perdida. Arma, marca e, principalmente, faz gol. Sua importância é fundamental para o esquema de Cerezo e a dupla com Marquinhos parece que o faz bem.
 
Perda considerável - Sobre a saída do diretor Newton Drummond, já sabia há algumas semanas. Ele não estava insatisfeito, mas a saudade da sua família em Porto Alegre pesou muito. Agora é esperar que a diretoria rubro-negra procure um nome que ocupe esse cargo com mais competência ainda. 

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