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Coluna

Realces e contornos

Por Edson Almeida

Três rodadas e já se pode realçar alguma coisa do campeonato, que deve ser disputado mesmo pelos dois grandes da capital e o Bahia de Feira, aparecendo uma quarta força, que pode ser o Atlético ou o Fluminense.
 
Até agora, o maior de todos os destaques é o Bahia de Feira, que, defendendo o título de campeão de 2011, realiza uma campanha irretocável: três jogos, três vitórias, 100 por cento de aproveitamento, oito gols a favor, um contra, já venceu um dos favoritos, o Bahia e seus dois outros triunfos foram fora de casa e inquestionáveis 3x1 contra o Juazeiro e 4x0 diante do Itabuna. Ótima tática de Arnaldo Lira, bons jogadores, uns três entre os melhores do campeonato, tudo ajustado em busca do bi.
 
O Vitória, aos poucos, vai se revitalizando de tantos tropeços da temporada passada, com alguns aspectos positivos: Neto Baiano em grande forma e artilheiro (seis gols), Rildo mostrando que valeu a pena o clube esperar pelos seis meses de suspensão do STJD, pois é valente, criativo e tem sido uma das principais armas do técnico Toninho Cerezo, que já desenha em campo um esquema de boa qualidade, com a mesclagem de jovens e experientes.
 
Esta goleada em Conquista (5x0) não deixou dúvidas de que o rubro-negro esteja fortalecido e em condições de buscar o pódio. É pena que Rildo, melhor jogador em campo, tenha se lesionado e fique afastado dos próximos jogos. 
 
O Bahia, após a reabilitação desta quarta-feira, tem amplas possibilidades de recuperar a hegemonia do futebol baiano. O que não pode (e nem debe) é o seu técnico Joel Santana sofismar tanto em conceitos e atitudes, mudando o time de última hora, reclamando de gramados e arbitragens, só para justificar fracassos. Com trabalho, o Bahia poderá voltar a ser um gigante, basta escolher os jogadores certos e aplicar uma tática menos previsível.
 
É bom lembrar que a dupla Ba-Vi ainda tem gente de peso para entrar em seus times: Robston, Giovanni, Marquinhos, Dinei, Pedro Ken, Souza, Ávine,  Ciro e Zé Roberto, entre outras feras que certamente darão mais cores às disputas do Estadual.
 
E a quarta força? Atlético ou Fluminense de Feira. A briga fica por aí, pois não vejo nos outros qualidade para superar esses concorrentes. E pelo andar das coisas, não resta a menor dúvida que Juazeiro e Itabuna são fortíssimos candidatos ao rebaixamento. 

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