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Marca Bahia Notícias Holofote

Coluna

Expectativa

Por Éder Ferrari

Vai começar o apertado e exagerado Campeonato Baiano. Tenho muita curiosidade para saber o quanto os vários veteranos estão levando a sério a tentativa de ressurgimento. Curioso e não esperançoso. A FBF precisa parar de fazer oba oba e trabalhar de verdade! Marketing positivo funciona com quem é omisso ou não tem senso crítico. Espero pelo menos que os gramados estejam minimamente praticáveis, diferente dos últimos anos. O daqui de Juazeiro, do Adauto Morais, passou por uma reforma completa e, da vez que vi, em dezembro, prometia ser um tapete. É aguardar a manutenção. Vejo Juazeirense, Bahia de Feira e Fluminense à frente dos outros times do interior. Que seja divertido e passe rápido!
 
No resumo da ópera, gostei do elenco formado pelo Bahia. Tenho questionamentos já pontuados na zaga, nas laterais e, principalmente, entre os volantes. Ainda volto a perguntar qual a necessidade de se manter Lulinha, Jones e Reinaldo, ainda mais com as contratações quase certas de Ciro e Zé Roberto? Por falar neles, dois nomes que me agradam, apesar dos riscos, respectivamente, da irregularidade e disciplina controversa. Vale a aposta! De volta a Lulinha, acho um bom jogador e muito útil, porém com Gabriel, Ananias, Vander, Fábio e Paulinho, ficou sobrando. O nível de todos é parecido e, por isso, ficaria com os meninos. Acho que já falei isso, né? Começa logo!
 
Não tive a oportunidade de acompanhar os coletivos e os jogos-treinos. É o preço que pago por morar em Juazeiro. Vou passar sufoco também nos jogos em Pituaçu, já que não existe transmissão para o interior. Depois ainda ficam culpando quem torce pelos clubes de outros estados. Se você não vê, como vai torcer?  Discursão chata e não quero me embrenhar por esse caminho. Só digo que falta respeito da detentora dos direitos de transmissão via pay per view com quem não pode ir ao estádio. Milhões de torcedores ficam reféns de outros estaduais. 
 
O papo é a utilização dos três meias por Joel Santana. Gosto muito do 4.2.3.1, variando para o 4.2.1.3 ou até 4.2.4. No Baiano isso poderá ocorrer sem problemas. Números que servem apenas como didática. Meu receio fica por conta da postura, da colocação em campo do trio articulador. Será que Joel vai arriscar a marcação por pressão, com posse de bola e a zaga avançada ou vai manter a recomposição toda atrás da linha da bola, como fez por toda a carreira? Só o tempo e os jogos fora de casa – principalmente contra o Vitória – para ver a verdadeira cara da equipe.
 
Copinha
 
Assim como os treinos do profissional, também não consegui acompanhar nenhum jogo do Bahia na Copa São Paulo. No início, vi muita euforia, pedidos para subirem vários meninos, adolescentes até. No fim, eram pipoqueiros e despreparados. Nem uma coisa nem outra. Já esperava esse tipo de reação 8 ou 80. É natural do torcedor e não mudará nunca! Sempre falo e não me canso de repetir: divisão de base é para formar, ensinar, preparar nas vertentes física, psicológica, tática e de fundamentos. Conquistas e fracassos fazem parte do processo e, pelo bem da formação, as duas coisas têm de acontecer. Não se pode sair jogando pedras e confetes por conta de resultados. O fato a ser observado é que, por baixo, uns seis garotos têm capacidade para, no futuro, serem titulares no profissional. Não assisti a Copinha, mas conheço todos de outros carnavais. Tudo em seu tempo!

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