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Coluna

Respeito às torcidas

Por Edson Almeida

Eu não discuto a validade ou não de uma intervenção da Justiça no Bahia ou em qualquer outra entidade de prática desportiva. Confesso que sou leigo, o que sei é apenas pelos calos de longos 40 anos de jornalismo esportivo. Que um clube que se envolve com a Justiça Comum se vê bastante complicado na Justiça Desportiva e nas entidades do esporte a que está filiado.
 
É coerente, contudo, afirmar que a torcida do Bahia não merecia este golpe, porque o clube ia ficar estagnado, sem nenhuma providência poder adotar para as competições que vai disputar no próximo ano.
 
A mesma situação deve ser antecipada para o Vitória, cujo noticiário especulativo dá conta que há um grupo de oposição, visando derrubar a atual diretoria.
 
A oposição é sempre um aspecto salutar em qualquer processo democrático, mas não uma oposição de artimanhas nem costuras da calada da noite e dos corredores dos tribunais, para inviabilizar eleições ou paralisar atividades de dirigentes atuais. O mais certo, em respeito às torcidas, é que esses grupos entrem no processo eletivo pelos meios mais práticos: inscrevem uma chapa, apresentam suas propostas e partem para as disputas. Porque se entendem que a torcida está querendo reformas, este é o caminho mais justo e eficaz.
 
Há, contudo, que se advertir tricolores e rubro-negros: se há  impropriedades nos dois clubes, com falhas de Estatutos ou não cumprimento do que eles recomendam, chegou o momento de adotar todas as providências para evitar problemas semelhantes.
 
Porque as torcidas merecem respeito. 

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