Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote

Coluna

Fim de feira

Por Edson Almeida

Lá  no meu interior, de feiras-livres muito frequentadas, nas últimas horas das tardes de sábados, os feirantes fazem queima das mercadorias, isto é, praticam promoções realmente muito atraentes.
 
Para nós, de um futebol muito espinafrado, que nestes últimos anos só tem chegado às últimas rodadas fazendo cálculos para não cair para a segunda divisão ou se ainda tem chance de chegar à primeira, é realmente um fim de feira, onde vale a pena pechinchar.
 
Aliás, é bom trocar a expressão “pechinchar” por “gargantear”, pois há certas falácias que não podem deixar de ser analisadas, inclusive construídas por excelentes companheiros, que parecem dopados com o bom sangue de seus generosos corações ou o amor de suas loucas paixões.
 
Tipo assim, como diz um colega de trabalho: o Bahia é grande demais, tem duas estrelas e vai ganhar do Santos, como fez em 1959 na Taça Brasil, é só Joel armar um esquema agressivo, Titi não deixar Neymar andar e pronto, a gente traz três pontos e garante em casa a Copa Sul Americana dando uma solene surra no Ceará.
 
Ou: o Vitória já fez a sua torcida passar tantos vexames ultimamente, que não custa nada ganhar este jogo de Arapiraca, Sport e Bragantino empatarem seus jogos e os rubro-negros voltarem em ritmo de festa para Salvador.
 
Tudo sofisma, estórias alinhavadas pelo forte desejo de conquistas heroicas, impossíveis.
 
É esta a vantagem do “fim de feira”, quando o freguês leva pra casa produtos por preços acessíveis, até mesmo inacreditáveis. No futebol, pode até o cidadão não levar nada, mas cria a ilusão de que tudo pode e tudo faz.
 
Já  disse que estou descrente, acho até que o Bahia ainda tem chances de permanecer na primeira, apesar do fiasco que faz. Mas o Vitória, só milagre.
 
Milagre que estarei também festejando, porque não vou me meter a besta e  recusar qualquer tipo de promoção de fim de feira. 
           

Compartilhar