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Coluna

Advertir não é crime

Por Edson Almeida

Tenho advertido nossos dois times para o perigo da degola. Desde a décima rodada de cada competição, as fragilidades de tricolores e rubro-negros foram explicitadas – embora uma meia dúzia de fanáticos ainda insista que o Bahia possa chegar a uma Libertadores e o Vitória ao grupo da elite.
 
A verdade, aliás, é que estão brincando muito com os sentimentos da torcida tricolor, porque insistem em inventar ídolos, em mostrar números fantasiosos, quando a situação do clube na tabela não é boa, pois terá que superar obstáculos muito difíceis como Coritiba, Vasco e Figueirense, nas três próximas rodadas, sendo dois destes jogos fora de casa, para clarear uma boa solução.
 
Sobre o Vitória, até que já se admite ser praticamente um  milagre conquistar o direito da primeira divisão de 2012. E que, também, ainda corre o risco do rebaixamento. Vai ter que fazer em menos de um terço do campeonato três vezes mais do que praticou até agora e ainda torcer contra os concorrentes que, infelizmente, todas as semanas estão ganhando.
 
Juro de joelhos no chão e mãos postas em oração que não almejo nada disso para nossos times, mas é preciso advertir. Agora, qualquer jogo é decisivo e Joel Santana, que tem uma linguagem um tanto atravessada, está coberto de razão: o Bahia ainda precisa de 10 pontos para se livrar do fantasma do rebaixamento. Advertir nunca foi punição exagerada nem crime.
 
Outra coisa: já se foi o tempo quando havia entre nós os ídolos verdadeiros e duradouros. Beijoca, André, Mário Sérgio, Osny, Petkovic... só para citar alguns deles que, a cada rodada não apenas criavam expectativa, mas, também, confirmavam suas potencialidades. Atualmente, diante da grande carência, todas as semanas surgem ídolos de barro, que se desmoronam diante da primeira dificuldade. No Bahia, este ano, Souza, Ricardinho, Carlos Alberto não resistiram e, antes deste jogo contra o Cruzeiro, apostaram em Maranhão, um menino que ainda nem definiu sua verdadeira posição – e foi o que se viu: câimbras e nada de especial. 

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