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Coluna

Teimosia

Por Maurício Naiberg

Ganhar da Ponte Preta, por 2 x 0, foi um alívio para a torcida do Vitória, sem nenhuma dúvida. O time voltou a pontuar a continuou com os mesmos cinco pontos de diferença do quarto colocado, que hoje é o Americana. Mas não vou me iludir. A equipe ainda é desorganizada, frágil defensivamente e não tem a mínima criatividade do meio de campo para o ataque, já que o festival de balões da defesa para o setor ofensivo continuou no Barradão.
 
A Ponte chegou aqui em Salvador sem nove jogadores. Muitos deles considerados titulares e o rubro-negro “penou” para ganhar. Você não acompanha o Vitória tocando bola, saindo para o jogo com o ímpeto de quem quer subir para a primeira divisão. Benazzi insiste em deixar três volantes, mesmo com Geraldo, Lúcio Flávio, Felipe e Arthur Maia no banco. Acho que ele só pode estar de brincadeira mesmo.
 
Benazzi elogiou a atuação do estreante Charles. Não vi nada que pudesse fazer elogios. Assim como o pupilo do próprio treinador, Preto, ele é limitado e burocrático. Chegou uma hora do jogo com a Ponte que eu pensei que os paulistas eram o Barcelona. O Vitória, como de costume desde a contratação de Benazzi, se defende o tempo inteiro – muito mal, por sinal – e joga em contra-ataques dentro ou fora de casa.
 
Marquinhos e Geovanni voltaram para buscar bola o tempo inteiro, quando os volantes – volto a repetir: três – deveriam distribuir passes para esses. Isso é burrice e das grandes. O meio de campo rubro-negro é um verdadeiro buraco.
 
Agora, tirar Neto para colocar Fábio Santos deve daquelas piadas de Benazzi. Fábio é apenas um bom reserva para Neto e só. Neto é goleador e tem mais vontade que o time inteiro rubro-negro, mas o técnico rubro-negro parece que vê outro jogo. 

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