Um papo sobre a base
Fazia tempo que eu não falava com Newton Mota sobre as divisões de base do Bahia. Em minha época de setorista fazia questão de ficar por dentro de tudo, conhecer os jogadores e todo o processo de formação. É, sem dúvidas, o departamento mais produtivo do clube atualmente, com dezenas de jóias promissoras a curto, médio e longo prazo. Destaco Madson (Sub-20), Filipe (Sub-18), Lourival (Sub-16) e Mateus (Sub-15), só para ficar em um por categoria.
Como os torcedores que conhecem meu trabalho sabem do valor que dou as divisões de base, muitos vieram me perguntar sobre a ausência de alguns garotos no time que disputa o Campeonato Baiano Juvenil, que deixou de ser Sub-17 para ser Sub-18 pensando na Copa São Paulo. O nome mais cobrado era do meia Paulinho, proporcionalmente talentoso e marrento, mas com pouquíssima noção de profissionalismo. Já conhecia a fama e algumas travessuras, porém, não esperava tanto. Segundo Mota, Paulinho chegou duas semanas atrasado a reapresentação, anda em baladas, não segue a alimentação recomendada, chega atrasado, falta ou treina sem muita vontade.
Para um garoto de 17 anos, baixinho e magrinho, a parte física tem de ser levada muito a sério. Costumo dizer que o processo de formação tem três vértices: técnico, físico e psicológico. O que fazer nesse caso, que o garoto escorrega em dois? Dispensar, como fez corretamente com Jobson? Definitivamente não! Esse é o momento de educar, abrir a cabeça do menino e mostrar o que ele tem a ganhar e a perder mantendo o comportamento. Ele tem três anos de contrato! É impressionante a falta de capacidade que muitos têm de receber elogios. Não dá para aliviar por causa de talento. Claro que é preciso tentar consertar, porém, não dá para passar por cima das normas e manguear tudo. O exemplo tem de ser dado. Por essas e outras, que o Bahia fez muito bem em demitir Jael e Jobson. Mostrando disciplina, neguinho ainda age dessa forma, imaginem se o clube passasse sempre a mão na cabeça?
Paulinho vai acabar sendo emprestado, como aconteceu com outro talentoso jogador tricolor, o lateral esquerdo Patrick. Percebendo a falta de vontade em evoluir – mistura de acomodação com falta de sangue no olho – Mota resolveu emprestá-lo ao São Paulo até 31 de janeiro. Quando se esgota em casa as chances de amadurecimento, vale à pena buscar isso em lugares que tenham outros conceitos. Patrick tem potencial para já subir para o profissional no retorno do clube paulista. Tudo vai depender do que aprender lá e, claro, se os são paulinos não fizerem valer o direto de comprar os direitos, que foram fixados.
Falei tudo isso para mostrar como o trabalho de formação não é fácil. São muitos perigos no caminho dos garotos. Se perder é muito fácil! Isso sem falar no chamado “rei da base”, aquele moleque que destrói até a última escala, mas não faz nada no profissional. Como conseguir evitar o assédio de outros clubes, com pouco dinheiro para barganhar? Para se ter uma idéia, Madson, Rafael, Dudu, Fábio, Filipe, entre outros, receberam propostas fortes. Isso sem falar com os meninos que não têm contrato, já que a lei não permite abaixo de 16 anos. É uma verdadeira guerra!
Projetando o aproveitamento no profissional, a criação do grupo Sub-23, mesmo inicialmente servindo apenas para dar jogo a encostados, tem sido muito útil. Foi com Chiquinho, que Gabriel e Maranhão pegaram cancha para atuar com os coroas de boa. Atualmente, Madson, Dudu, Jussandro, William Mateus, Lucas Cálo, Lenine, Fábio, Rafael, Everton Beton e outros estão disputando a Taça Estado, uma competição profissional – inclusive dá uma vaga baiana na Série D - misturados com alguns mais experientes como Murilo, Mosquera, Pablo, Maurício e até Magno. Uma importante última etapa que fará desses meninos, a base do elenco de 2012. O Bahia parece estar no caminho certo!
Como os torcedores que conhecem meu trabalho sabem do valor que dou as divisões de base, muitos vieram me perguntar sobre a ausência de alguns garotos no time que disputa o Campeonato Baiano Juvenil, que deixou de ser Sub-17 para ser Sub-18 pensando na Copa São Paulo. O nome mais cobrado era do meia Paulinho, proporcionalmente talentoso e marrento, mas com pouquíssima noção de profissionalismo. Já conhecia a fama e algumas travessuras, porém, não esperava tanto. Segundo Mota, Paulinho chegou duas semanas atrasado a reapresentação, anda em baladas, não segue a alimentação recomendada, chega atrasado, falta ou treina sem muita vontade.
Para um garoto de 17 anos, baixinho e magrinho, a parte física tem de ser levada muito a sério. Costumo dizer que o processo de formação tem três vértices: técnico, físico e psicológico. O que fazer nesse caso, que o garoto escorrega em dois? Dispensar, como fez corretamente com Jobson? Definitivamente não! Esse é o momento de educar, abrir a cabeça do menino e mostrar o que ele tem a ganhar e a perder mantendo o comportamento. Ele tem três anos de contrato! É impressionante a falta de capacidade que muitos têm de receber elogios. Não dá para aliviar por causa de talento. Claro que é preciso tentar consertar, porém, não dá para passar por cima das normas e manguear tudo. O exemplo tem de ser dado. Por essas e outras, que o Bahia fez muito bem em demitir Jael e Jobson. Mostrando disciplina, neguinho ainda age dessa forma, imaginem se o clube passasse sempre a mão na cabeça?
Paulinho vai acabar sendo emprestado, como aconteceu com outro talentoso jogador tricolor, o lateral esquerdo Patrick. Percebendo a falta de vontade em evoluir – mistura de acomodação com falta de sangue no olho – Mota resolveu emprestá-lo ao São Paulo até 31 de janeiro. Quando se esgota em casa as chances de amadurecimento, vale à pena buscar isso em lugares que tenham outros conceitos. Patrick tem potencial para já subir para o profissional no retorno do clube paulista. Tudo vai depender do que aprender lá e, claro, se os são paulinos não fizerem valer o direto de comprar os direitos, que foram fixados.
Falei tudo isso para mostrar como o trabalho de formação não é fácil. São muitos perigos no caminho dos garotos. Se perder é muito fácil! Isso sem falar no chamado “rei da base”, aquele moleque que destrói até a última escala, mas não faz nada no profissional. Como conseguir evitar o assédio de outros clubes, com pouco dinheiro para barganhar? Para se ter uma idéia, Madson, Rafael, Dudu, Fábio, Filipe, entre outros, receberam propostas fortes. Isso sem falar com os meninos que não têm contrato, já que a lei não permite abaixo de 16 anos. É uma verdadeira guerra!
Projetando o aproveitamento no profissional, a criação do grupo Sub-23, mesmo inicialmente servindo apenas para dar jogo a encostados, tem sido muito útil. Foi com Chiquinho, que Gabriel e Maranhão pegaram cancha para atuar com os coroas de boa. Atualmente, Madson, Dudu, Jussandro, William Mateus, Lucas Cálo, Lenine, Fábio, Rafael, Everton Beton e outros estão disputando a Taça Estado, uma competição profissional – inclusive dá uma vaga baiana na Série D - misturados com alguns mais experientes como Murilo, Mosquera, Pablo, Maurício e até Magno. Uma importante última etapa que fará desses meninos, a base do elenco de 2012. O Bahia parece estar no caminho certo!
