Agora é com a torcida
É impressionante como no futebol, uma simples mudança pode gerar muitos frutos a uma equipe profissional. O exemplo claro disso foi a contratação do técnico Vágner Benazzi no Vitória. Admito que não era minha opção, mas o comandante tem a cara da Série B mesmo. Futebol pegado, sem medo de dividida e com bastante velocidade. Foi assim que o Leão venceu o Vila Nova-GO nesta última terça-feira, em Goiânia, e deu um passo importante para entrar novamente no G4.
Não que esse confronto foi o melhor do ano do rubro-negro. Ainda longe disso. Mas, com certeza, foi um dos mais empolgantes. Não vi, em nenhum momento da partida, o Vila pressionar ou levar perigo claro de gol a Fernando. Sei que o time goiano é bem fraquinho e candidato ao rebaixamento para terceirona, contudo, o rubro-negro manteve o ritmo do início ao fim, sem deixar o adversário respirar.
Esse bom momento rubro-negro, sem dúvida, tem um nome: Marquinhos. Desde o início, quando soube do seu retorno, já sabia que ele seria um Joãozinho desse ano. Assim como esse último, o menino do Prado tem feito a diferença em campo. Corre, marca, chuta e faz gol de tudo quanto é jeito. Está desequilibrando em um campeonato fraco e de poucos destaques.
Outros nomes estão me surpreendendo também. Uelliton e Neto Coruja parecem que resolveram seus problemas e passaram a colocar o pé na bola mesmo, encarnando o espírito da segundona. Isso se repete com Nino Paraíba. Ele viu que o garoto Romário estava ganhando corpo com Benazzi e agora é outro jogador.
Agora a torcida tem que fazer sua parte fora de campo. O Barradão tem que estar cheio no jogo contra o Icasa, independente de qualquer coisa.
