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Coluna

Geninho e a paciência

Depois da partida contra o Bragantino, que terminou 4 x 1 no estádio de Pituaçu, fiquei com a impressão que o técnico do Vitória, Geninho, poderia estar achando a formação ideal e que os jogadores haviam encarnado, enfim, o espírito da Série B. Ledo engano. O que se viu na goleada para o Goiás nesta sexta-feira, com o mesmo placar do triunfo sobre o Braga, foi um time apático, sem brio e com um treinador que insistia em uma formação que não deu certo.


Aqueles primeiros dez minutos de confronto foram uma ilusão. Um bonito gol de Neto Baiano, em uma jogada bem trabalhada e um cruzamento perfeito de Geovanni. E só. O jogo para o rubro-negro só durou mesmo esse pequeno tempo. Três volantes – Neto, Uelliton e Zé Luís – que não sabem sair com a bola e um goleiro fraquíssimo, como havia demonstrado em sua estreia.


Geninho talvez tenha sido o maior culpado desta derrota para o esmeraldino. Tomou o gol de empate, a virada, e não modificou a equipe, claramente desestabilizada e sem saídas de ataque para assustar o goleiro goiano.  Felipe era para ter entrado logo no segundo gol alviverde e só teve chance faltando apenas 10 minutos para o final. Fica complicado assim.


Como acreditar em um time que quando sai para jogar fora da capital baiana perde? Como subir para a primeira divisão desse jeito? Sinceramente, não sei. Acho que não está tudo perdido e o elenco tem potencial, mas é preciso ousadia, coisa que Geninho, infelizmente, não tem!
 

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