ORGANIZAR
Vitória e Bahia fizeram um clássico neste domingo, no Barradão, o primeiro do ano, preocupante, principalmente para o tricolor. Tricolores e rubro-negros fizeram um primeiro tempo sofrível, de baixíssima qualidade técnica. E na segunda etapa, o time comandado por Antônio Lopes mostrou mais ímpeto e organização, coisa que não aconteceu com a equipe de Rogério Lourenço.
Na primeira etapa, o Leão da Toca quase não chutou em gol. As principais jogadas saíram dos pés do garoto Romário, que terá um futuro brilhante pela frente, mas sem muita objetividade. Pelo lado tricolor, o que me chamou muito a atenção foi a movimentação do jovem Maurício. Se mantiver o profissionalismo vai dar um retorno financeiro para o Bahia no futuro muito grande. Mas, apesar dessas revelações, o primeiro tempo deu sono.
No retorno para o segundo tempo, o delegado Lopes deu “uma chamada” no grupo e acordou algumas peças importantes em seu sistema tático. Posso falar de Bida e Rildo. O primeiro deu passes milimétricos. Já o segundo correu muito e abriu espaços para Elkeson e Neto Baiano, até então sumidos. Todos os gols rubro-negros foram construídos em jogadas trabalhadas durante os treinamentos da semana e eu posso atestar isso.
O que me agradou também foi o sistema defensivo. Léo Fortunato e Alison deram uma segurança impressionante ao setor. Os dois pareciam jogar juntos há tempos. Léo, lateral-direito improvisado na esquerda, fez seu papel e não teve medo de Marcos nas investidas do tricolor.
Pelo lado do Bahia, vi um time bastante desorganizado taticamente. Rogério Lourenço não será treinador nunca. Seu time não tem vibração, fibra e muito menos saídas dentro das adversidades. Além disso, suas preferências são questionáveis. Omar não deve ficar no banco para o fraco Tiago em hipótese nenhuma. Este último, por sinal, rebate todas as bolas e não passa segurança à defesa.
Acho que a diretoria tricolor precisa repensar na sua forma de contratar, pois trazer 15 jogadores não é planejamento. Isso nunca deu certo. Essa forma de gestão, baseada no poder de uma pessoa, pode ser maléfica no futuro.
