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KLEITON FAZ A DIFERENÇA

O Vitória entrou em campo nesta quarta-feira com um time recheado de meninos para encarar o ABC, campeão brasileiro da Série C neste ano, e derrotou a equipe alvinegra, por 2 x 1, de virada, sagrando-se tetracampeão do Campeonato do Nordeste. Mas, o que me chamou mais atenção mesmo foi a quantidade de garotos revelados nas divisões de base do clube e no time titular.

 

Dos onze que começaram a partida, apenas dois não se formaram na Toca do Leão: o volante Vanderson e o atacante Schwenk. E esses dois foram fundamentais para a virada rubro-negra. Quando o time sofreu o primeiro gol, em um vacilo da zaga, os jogadores baianos ficaram nervosos e erraram alguns passes bobos. O ABC ainda teve chances de ampliar, mas foi incompetente nas finalizações.

 

Foi aí que apareceu Kleiton Domingues, destaque do duelo. Ele empatou a partida em um lance de quem entende do assunto. Dominou de primeira, tocou a bola para o lado e, com uma frieza de um goleador, bateu na saída do goleiro. Esse gol deu uma nova vida ao time comandado por Ricardo Silva. O Leão levou o resultado de 1 x 1 para o intervalo, o que tranquilizou muito a torcida.

 

No segundo tempo, o ABC, empurrado pela torcida, partiu para cima do rubro-negro e voltou a pecar na hora de matar o jogo. E, quando não se define uma partida contra um time que tem talentos, as coisas passam a dar errado. No final da partida, Kleiton resolveu aparecer de novo. Após fazer uma jogada de gênio, o cara deu um verdadeiro presente de natal antecipado para o volante Marconi, que só empurrou para o fundo das redes.

 

Não há como negar que Kleiton foi o nome do jogo. Na Toca do Leão há alguns anos, ele já teve status de promessa, mas foi injustiçado por todos os treinadores, principalmente por Ricardo Silva. Kleiton não deve nada a Renato e Thiago Humberto e é muito mais barato que os dois. Quem conhece esse jogador, sabe que ele tem condições de ser titular. No domingo, contra o Atlético-GO, já o colocaria em campo. Sem Ramon e Elkeson, ele é a opção.

 

Conversando com colegas de trabalho, falei diversas vezes sobre Kleiton, mas havia uma desconfiança de todos em relação a ele. Não se pode julgá-lo por algo que não fez. Qual a oportunidade que ele teve nos últimos dois anos? Nenhuma. Entrou neste atual Brasileirão apenas uma vez, faltando poucos minutos naquela partida diante do Flamengo, que terminou empatada no Barradão, em um campo encharcado. Tem que valorizar a base!

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