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Coluna

A NOVA CARA DO VITÓRIA

Sem muito alarde e falando a língua do boleiro, de forma bastante coerente, Toninho Cecílio chegou à Toca do Leão colocando ordem na casa. Após perder a Copa do Brasil e se manter perto da zona de rebaixamento no Brasileirão, o rubro-negro precisava de uma motivação extra, já que Ricardo Silva não vinha bem no comando do time. Apesar de ter levado a equipe à final da Copa do Brasil, Ricardo errou várias vezes em substituições e foi implicante com alguns jogadores.

 

A primeira partida de Toninho no comando do Leão, contra o Palmeiras, pela Copa Sul-Americana, a equipe teve uma boa atuação. Ao contrário do antigo comandante, o rubro-negro tocou mais a bola, marcou mais próximo do adversário e chutou à gol. Além disso, não houve apenas vibração, mas equilíbrio tático, o que não se via há algumas semanas atrás. Esse equilíbrio ficou visível em campo e deixou o torcedor muito animado.

 

No segundo jogo comandando o time, Toninho não teve receio do ofensivo Santos e colocou praticamente três atacantes. Elkeson, Schwenk e Henrique se movimentaram muito no ataque, o que dificultou a zaga santista. O último, inclusive, fez dois gols, mas cansou muito por causa do longo período sem jogar uma partida oficial. No São Paulo, ele teve poucas oportunidades e quase não entrou em campo.

 

No resumo da história, o novo técnico do Vitória se mostrou muito consciente taticamente e, principalmente, psicologicamente. Nas próximas rodadas –Palmeiras, pela Sul-Americana, e Cruzeiro, no Brasileirão – ele terá o reforço do atacante Kleber Pereira, que disputará a posição com Schwenk e Júnior. Com mais essa peça, Toninho terá uma dor de cabeça boa para administrar.

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