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Coluna

A GRANDE FINAL

Foto: Francisco Galvão

 

A final do próximo domingo, que será disputada no estádio Manoel Barradas, entre Bahia e Vitória, promete ser alucinante. As duas equipes fizeram um campeonato bastante irregular, oscilando entre bons, excelentes e péssimos momentos. A organização tática não foi o forte dos dois maiores clubes da capital durante toda a competição. Mas, nessa final, o que fica evidenciado é o equilíbrio no que diz respeito a disposição dos atletas. Todos querem ganhar para provar alguma coisa.

 

No Bahia, o treinador Renato Gaúcho tem tirado leite de pedra. O tricolor é fraco tecnicamente e tem um ataque cardíaco e bastante lento. Mendes e Edílson não podem jogar juntos e Rodrigo Gral não chega nem perto de ser um craque. No elenco, dois jogadores podem desequilibrar; o lateral-esquerdo Ávine e o meia Ananias. O primeiro já passou do tempo de “estourar”, mas tem mantido a regularidade durante essa temporada. Já o segundo, está em uma fase iluminada. Vem fazendo a diferença em várias partida e, quando não joga, as coisas ficam complicadas.

 

Já o rubro-negro baiano, que venceu a primeira partida e está praticamente com as duas mãos na taça, tem um bom “esqueleto” do ano passado. Viáfara, Wallace, Nino Paraíba, Vanderson, Uelliton, Ramon Menezes e Elkeson são os pilares do sistema tático de Ricardo Silva, que aos poucos tem encontrado a formação ideal. As chegadas de Júnior e Egídio, por exemplo, deram mais consistência ao setor ofensivo. O segundo, por sinal, não é um jogador diferenciado, mas vem fazendo seu papel relativamente bem. Seu problema é a parte defensiva, onde abre muitos espaços aos adversários quando sobe para apoiar.

 

É bom frisar que, com esses dois times, Vitória e Bahia brigarão na parte de baixo da tabela no Campeonato Brasileiro. O tricolor precisa contratar urgentemente em todos os setores, já que o time é muito limitado. O rubro-negro tem uma boa base, mas o Baianão não é parâmetro, apesar da boa campanha na Copa do Brasil.

 

Em resumo, a final de domingo será sensacional. As duas equipes estão cientes da importância dessa conquista. O Leão, que disputará a Série A, está de olho no tetracampeonato para entrar com moral na disputa. O tricolor tem que encontrar forças para reverter o quadro construído no Pituaçu para levantar a taça depois de nove anos sem conquistá-la. Esse título daria outro ânimo ao elenco para a segunda divisão.

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