Resposta
Falta o Bahia responder hoje aos clamores da torcida. Queira ou não, o Vitória deu uma boa resposta, em Goiânia, ganhando do Vila Nova, por 3x0, entrando de vez na briga por uma das vagas à elite. Não foi um jogo extraordinário, até porque o adversário é fraco, mas o triunfo foi conquistado com autoridade e até poderia ter sido mais elástico.
Vagner Benazzi melhorou o comportamento rubro-negro. Ele tem um bom aproveitamento à frente do time, pois em seis jogos (18 pontos), ganhou quatro, empatou um e perdeu outro, o que representa o considerável desempenho de 72%.
Nesta quinta-feira chegou a vez do Bahia dar o ar da graça, também contra um adversário fraco – e dentro dos seus próprios domínios -, mas já não há como suportar empates e justificativas esfarrapadas. O Bahia entra como favorito e tem a obrigação de materializar este favoritismo.
A ausência de Ávine nestes próximos quatro ou cinco jogos é um desfalque de grandes proporções, porque se trata do melhor jogador e da arma mais contundente, pois através dele é como o Bahia tem chegado com mais frequência e perigo à área dos adversários. Trata-se atualmente de um dos mais completos laterais do futebol brasileiro. Seu único defeito tem representado um prejuízo muito pessoal, o de exagerar nas acrobacias quando recebe qualquer tipo de falta.
Analisando bem, suas contusões não são provocadas pelas chuteiras inimigas, mas, seguramente, pelo infindável “rolar” gramado afora, como se isso fosse tornar mais grave a falta sofrida. Precisa simplificar mais o jogo, porque talento é o que não lhe falta.
Fico portanto na expectativa de uma boa apresentação tricolor, com o técnico Renê Simões simplificando a escalação e o Bahia fazendo um jogo limpo e eficiente.
