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Coluna

Pálida reação

Quando se esperava uma forte reação de nossos clubes no Brasileirão, o que se viu foi o Vitória ganhar magramente do ASA, sem apresentar nada de novo em, sua frágil caminhada na Série B, e o Bahia ser batido pelo Ceará, por 3-0, mostrando que precisa melhorar muito para não correr o risco de cair de divisão.
 
O jogo do Vitória continua muito previsível, defesa insegura, meio-campo inconsistente, ataque dependendo apenas de alguns lampejos de Marquinhos e dos gols de Neto Baiano. Não há seqüência de lances agudos, de um predomínio que se pudesse avaliar como capacitado a atingir os objetivos de uma disputa difícil, sendo mesmo muito incipiente nos jogos fora de casa.
 
O Bahia continua muito sem rumo, principalmente agora sem Jóbson, que já foi embora e quando joga desfalcado de alguns dos seus melhores jogadores, nos casos de Avine e Carlos Alberto. Nossos times realizam campanhas inconsistentes e sem futuro.
 
Não se deve duvidar da capacidade de Renê Simões e Vagner Benazzi, mas é fácil notar-se que tanto tricolores quanto rubro-negros carecem de um esquema mais assentado, que flua os três setores – defesa, meio-campo e ataque -, com organização. São times que dependem da capacidade individual, sem um apreciável planejamento coletivo.
 
Nos dois jogos da última rodada do primeiro turno, Bahia e Vitória erraram muitos passes, tiveram momentos de grande domínio adversário e não provocaram a sensação de que poderão sair desta situação com a urgência que os seus campeonatos começam a exigir.
 
São grupos de jogadores relativamente bons no papel, mas que na prática não conseguem empolgar nem os mais fanáticos e persistentes torcedores. 

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