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Coluna

Rei morto...

Nada tem sido mais real e mais prático, pelos tempos afora, como esta máxima de que “rei morto, rei posto”. Agora, já se ouve nas rádios e nas ruas o eco de que Jóbson era mesmo um rapaz de temperamento incontrolável, que não vai mesmo levar jeito na vida.
 
Na verdade, só não via quem era desbragadamente apaixonado ou admitia bagunça. Todas as informações eram de que Jóbson continuava o mesmo, destruindo nas noites e nos bares o que construía em campo. Renê Simões e Marcelo Guimarães Filho foram muito pacientes, até o momento que não deu mais para segurar.
 
Fico injuriado com artista do tipo deste jovem, que recebe o dom maravilhoso de ser diferenciado, congregando massas, mas que não consegue enxergar que passa a ser uma figura pública e com muito mais deveres diante da sociedade. Agora vai ter que se contentar com migalhas jogadas no terreiro das grandes necessidades de times de pouca expressão e que não se importem muito com a ética, a disciplina e a responsabilidade profissional.
 
Este episódio, comentado em todo o país, deve servir com lição para outros jogadores, cujos currículos são estão repletos de espinhos de incoerência: os que gostam da noite, os que vivem desagregando grupos, os que são preguiçosos e não gostam de aprimorar a forma, os de caráter pouco recomendável para exercer a profissão.
 
O exemplo está na mesa, nem sempre ter dom, executar uma arte com brilhantismo, representa o apogeu. É preciso não descuidar dos valores éticos que determinam respeito e sustentabilidade. 

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