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Coluna

Coisas da bola

Vejam bem: o zagueiro André Luiz, liberado pelo Fluminense do Rio, pediu R$ 200 mil mensais ao Bahia, para jogar na Série A, e ao Vitória, que disputa a Série B, ainda quer luvas de R$ 350 mil. Nem Bahia nem Vitória têm condições de trazê-lo para reforçar seus times, a não ser que queiram passar por maus pagadores.

Talvez seja fácil explicar: o São Paulo tem em 2011, previsão de receita total de R$ 194 milhões; Corinthians R$ 172 milhões; Flamengo R$ 153 milhões; Inter R$ 129 milhões e Grêmio R$ 128 milhões. Bahia e Vitória nem chega a R$ 50 milhões. Competir como? 

Mudando de assunto, é inquestionável a capacidade de Eugênio Machado Souto, o festejado técnico Geninho, do Vitória. Mas sua análise após o empate com o ABC foi com os olhos de uma mãe bondosa, dessas que praticamente não enxergam os defeitos de seus queridos rebentos.

Disse que o time jogou bem, teve inúmeras oportunidades para matar o jogo e só não o fez, porque era uma noite de chances perdidas. Umazinha no primeiro tempo, um gol apenas, uma segunda fase de futebol muito previsível e sem futuro.   Se o Vitória continuar jogando o futebol desta terça-feira, lá pela 20ª rodada, já estará lutando contra uma tragédia de cair para a terceira divisão.

René  Simões não fica muito atrás, pois ainda agora, quando já deveria ter esfriado a cabeça para analisar os fatos sem tanto calor afetivo, continua dizendo que o Bahia esteve muito bem contra o Atlético, que jogou um belo futebol e só não venceu por detalhes.

Sábado pega o Fluminense no Rio e se não vencer sua situação ficará a perigo. Afinal, conquistar apenas dois pontos em 12 disputados é começar a mostrar que vai ser um candidato em potencial a lutar contra o rebaixamento.

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