FUTURO SOMBRIO
Nenhuma outra pessoa neste futebol está tão ameaçada quanto os nossos técnicos Renê Simões e Eugênio Machado Souto. Competentes, ótimos oradores, verdadeiros mestres discorrendo sobre seus conceitos táticos, mas sem a praticidade que o os torcedores exigem, que são os resultados positivos.
Eles são muito didáticos e de grande valia. Mas tanto Renê no Bahia quanto Geninho no Vitória ainda não encontrou a tão perseguida liga para seus times, que jogam como locomotivas desorientadas, sem freio e sem noção do combustível que possuem.
Na verdade, não se trata apenas de resultados, porque já se viu Bahia e Vitória esperarem muitas e muitas rodadas, porque, mesmo não conseguindo vencer, os times jogavam bem, mostravam algum esquema, geravam uma boa expectativa. Mas, agora, o negócio é diferente: não há nada de agradável na forma desses dois times se apresentarem. Defesa bate cabeça, meio-campo não arma, ataque perde oportunidades incríveis, todos jogando de forma dispersiva e inconseqüente.
Há verdadeiras preciosidades sobre o futuro. Para os otimistas, é logo ali, na primeira esquina do tempo, com conquistas, alegrias e riquezas; para os pessimistas, nada vai dar certo e tudo está perdido; mas para os criteriosos, é um alerta para que se estude, lutando de todas as formas para não se perder nos labirintos da vida.
Bahia e Vitória cumprem campanhas tão ridículas em seus campeonatos, que a ficha caiu para dirigentes, torcedores e cronistas, desenhando-se um futuro de três próximas rodadas. Isso mesmo, porque se não houver uma mudança de comportamento até lá, fica muito difícil se sustentar técnicos e jogadores que trazem o estigma da derrota.
