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Coluna

INTERPRETAÇÕES

Em tudo na vida, principalmente com relação ao que se fala e ao que se escreve, há vários tipos de interpretação. Para o lado bom e para o lado ruim. Eu tenho dito que nenhum outro técnico é tão didático como Renê Simões. De palavra fácil, suas preleções e seus conceitos são ditos sempre à luz de muita instrução, procurando ensinar, fazendo com que os seus comandados passem a enxergar o futebol e a vida de forma mais proveitosa.

 

Renê  é até excessivamente didático, tem teorias prontas e bem formalizadas na sua profissão de treinador de futebol. Muitas vezes, a prática mostra outros caminhos, porque jogar bola é uma arte muito imprecisa (e ele sabe disso), que carece de vários aspectos para dar bons frutos: preparação física, qualidade dos jogadores, apoio logístico, sinergia de objetivos...

 

Mas essa minha interpretação de Renê não significa que eu o tenha diminuído ou tentado denegrir a excelente imagem que ele construiu ao longo de todos esses anos de brilhante carreira. Aliás, o histórico de Renê na Wikipédia, uma enciclopédia livre da Internet, é um dos mais ricos que existem. Porque o novo técnico do Bahia não é apenas um treinador de clubes e de seleções, de estaduais, brasileiros e de Copas, de homens e mulheres, mas um incansável estudioso, de larga experiência, que já escreveu livros, que já lapidou muita gente, tanto em sua vida pessoal quanto na labuta profissional.

 

Um homem de inequívocos serviços prestados ao futebol brasileiro e de muitos outros países. Que eu, como tantos outros companheiros, haveremos de absorver grandes ensinamentos.

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