TIMES CASEIROS
Pode até ser impreciso este conceito de times caseiros, porque somente depois dos jogos de volta contra São Domingos/SE e Botafogo/PB é que se terá uma idéia das potencialidades de Bahia e Vitória jogando em casa contra adversários de outros estados. E adversários tecnicamente fracos, apenas mais entrosados.
É bom lembrar que o Vitória já desapontou a sua torcida este ano no Barradão, perdendo para o Colo Colo e o Bahia fez feio em Pituaçu, contra o Fluminense de Feira. Então, esse negócio de decidir em casa passa a ser apenas uma hipótese, só que a tarefa do Bahia, que empatou (0x0), lá no Batistão, parece mais fácil. Já o Vitória, que levou 3x1 do Botafogo, em João Pessoa, vai ter que ganhar de 2x0 ou três gols de diferença – e, convenhamos, não é coisa fácil.
Estamos muito longe de times confiáveis. O Bahia, agora dirigido por Chiquinho de Assis, já não teve tantos erros como nos jogos anteriores, também não apresentou progressos que pudessem empolgar; o Vitória, já há alguns meses sob o comando de Antônio Lopes, voltou a expor inquestionáveis fragilidades – e neste jogo da Paraíba teve erros capitais. Se atacou e criou chances, não soube definir, e quando foi atacado com mais firmeza, desmoronou.
Entendo que os dois ainda estão em formação, quem ganhar o clássico de domingo vai ficar em melhor situação, mas estão ainda muito inconsistentes para se esperar alguma coisa positiva nos campeonatos nacionais que vão disputar. E mesmo na Copa do Brasil, demonstraram que não têm grande futuro.
