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Coluna

A ÚLTIMA CHANCE

Com relação ao jogo de domingo, Vitória x Atlético/GO, o mais importante até o ano acabar, é reação e expectativa de tudo que é  tipo: entre os rubro-negros, tem gente aflita, gente confiante, gente que apela para tudo que é crença em busca da manutenção entre os da elite; já os tricolores, dentro da natural arte de secar o rival, dizem e juram que tudo já se acabou.

 

Eu, particularmente, por ser cronista e não ter o direito de abdicar da razão, acho que é jogo difícil, de muita tensão para os dois lados, porque, afinal, é a última chance tanto para rubro-negros baianos ou goianos. Quem vacilar, cai para a segunda divisão – e para voltar à primeira é muito difícil, pois poucos clubes (só Botafogo, Palmeiras, Corinthians, Vasco e Coritiba), cairam num ano e voltaram no outro. O próprio Vitória levou dois anos, o Bahia sete e o Atlético de Goiás 16.

 

Vou, contudo, apresentar um conceito que me parece o mais prático e pertinente: um time com a força de torcida e a estrutura do Vitória tem todos os ingredientes para fazer prevalecer, domingo, o seu mando de campo, espantando qualquer velho vestígio histórico de que precisava ganhar e perdeu, de que era favorito e entregou o jogo.

 

Mas uma coisa fica muito clara: se o Vitória, que vai jogar em casa sob o incentivo de 40.000 torcedores, não souber aproveitar esta última chance, é realmente porque merece mesmo passar os dissabores de uma segunda divisão.

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