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Coluna

REFORMULAÇÃO NECESSÁRIA

Sempre deixei bem claro minha opinião sobre o elenco do Bahia em 2010. Para mim, era um dos três melhores da Série B e, se jogasse a Primeira Divisão atual, não seria rebaixado. Isso, claro, só no papel, imaginando que as circunstâncias não jogassem contra, como aconteceu no Vitória. O rubro-negro, nem de longe, tem elenco para cair, mas os erros levaram o time à zona do rebaixamento na penúltima rodada, com risco eminente de cair, o que não acredito. Contudo, sou absolutamente favorável a uma reformulação geral no elenco tricolor. O Bahia não pode entrar na Série A preocupado em não cair. O nível da competição em 2011 promete ser muito mais forte do que a deste ano.


Dos jogadores que já saíram do Fazendão, com exceção de Fernando – ficou ainda pior com a manutenção da pena de um ano a Renê -, Morais e Adriano, concordo com a liberação de todos os outros. Acrescentaria, ainda, Luizão, Nen e talvez Hélder. Explico. Os dois zagueiros para mim não tem qualidade suficiente. O primeiro é o típico “bicudeiro”, que só chega pra rachar. Isso é muito perigoso. No caso do capitão, teve uma temporada sem brilho, apesar de ter jogado quase todos os jogos, e mostrou que, fisicamente, não tem mais a força para encarar uma Série A. Não consigo esquecer os carrinhos no vento. Já Hélder é o jogador do quase. Quase volante, quase meia, quase finaliza bem de fora da área, quase chega na cobertura. Seria, no máximo, uma opção para compor elenco.


Também existe o outro lado. Dos jogadores aprovados do grupo dois – George, Pablo, Lenine, Maurício, Gabriel e Maranhão – só não promoveria George. Já vi esse goleiro atuando umas 10 vezes, sempre com insegurança e falhas bobas. Por ser jovem, pode até evoluir com muito treinamento, mas acho difícil em curto espaço de tempo. Como Ricardo Palmeira tem sido milagreiro, espero que ele consiga dar um jeito no menino. Gosto muito de Éverton Beton e Robinho, mas eles ainda precisam amadurecer um pouco mais. Amadurecimento esse, que precisa chegar com muita força em Renê Santos. Esse garoto tem um potencial incrível, mas, com poucos elogios, foi engolido pela máscara e teve atuações terríveis. Se continuar como estar, corre o risco de virar o novo Eduardo, só que sem serviços prestados ao profissional. Uma pena!


Finalizo falando sobre a saída de Márcio Araújo. Sinceramente, ainda não sei se foi bom ou ruim. No início do seu trabalho, enquanto não conseguia dar o padrão de jogo ao time, todo dia tinha treinamento tático. Contudo, assim que losango encaixou, o treinador “amoleceu” as atividades. A equipe acabou sem recursos em termo de variação de jogadas. Entendo que ele talvez não quisesse quebrar o encaixe por ser uma reta final. Contudo, para iniciar uma temporada, é preciso ser mais ousado. Não tenho convicção de que ele agiria diferente. O problema é que o mercado de treinadores está mais para final de feira. Só tem “resto”. Paulo Angioni precisa ser cirúrgico na escolha do substituto. Tarefa complicadíssima! Eu não queria estar na pele do gestor nesse momento.

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