MELHORA OU DESCE
Depois destas duas últimas derrotas, aqui para o Flu e na Arena da Baixada contra o Atlético/PR, o Vitória tem que armar um projeto para pelo menos conquistar a maioria dos pontos que ainda vai disputar em casa, porque senão pode voltar à segunda divisão. Atualmente com 31 pontos, tem que conquistar no mínimo a metade dos pontos que vai disputar nos 12 jogos que restam (18 de 36) para se ver livre desta ameaça.
E olhe que o Rubronegro agora começa a pegar todos os adversários numa situação também de alerta, uns para chegar entre os da Libertadores, outros para se manter na faixa da Sul-Americana, três que atualmente estão entre os rebaixáveis (Goiás, Atlético/GO e Grêmio Prudente) e três (Corinthians, Inter e Cruzeiro) que disputam o título da temporada.
São seis jogos em casa, contra Grêmio, Grêmio Prudente, Vasco, Cruzeiro, Corinthians e Atlético/GO, seis outros fora, diante de São Paulo, Goiás, Botafogo, Santos, Guarani e Internacional – e convenhamos, pelo futebol previsível que vem apresentando o Vitória só me parece favorito contra Prudente e Atlético/GO, porque vai jogar dentro de seus domínios.
Quando qualifico futebol previsível é que o Vitória até que não tem jogado mal, mas é aquele futebol sem nada de novo, sem impacto, como esses relógios antigos de parede, que bate o tempo todo, sem qualquer inovação da vida moderna. O futebol também tem disso: ou há uma pitada de criatividade ou fica tudo no marasmo, por mais que o time se esforce, por melhor intenção que tenha o treinador, por mais incentivo que a torcida possa dar.
Os dirigentes rubro-negros têm que dar uma sacodidela no moral da equipe, tem que conclamar a torcida, tem que projetar algo de agressivo para renovar o ânimo dos jogadores. E tem que ser logo, já neste jogo contra o Grêmio, que até outro dia era uma galinha-morta e que agora está mais vivo do que nunca, fazendo a melhor campanha da segunda fase. Ganha jogos em casa e fora dela, com autoridade e futebol competitivo. Mas o Vitória tem que acreditar e se agarrar a alguma coisa, nem que seja promocional, de mulher acompanhada não paga, de um ingresso vale duas entradas, preços populares, abrir portões para a torcida incentivar os seus ídolos até mesmo nos treinamentos. Chamar a torcida para ajudar – e fazer com que os jogadores sintam o drama.
Em termos práticos e compreensíveis, fazer o mesmo que foi feito para subir da terceira para a segunda e da segunda para a primeira. Do contrário, vai ser difícil superar a barra se o time andar gravitando no grupo de baixo.
