SOB PRESSÃO
Há uma enfermidade que se alastra no Vitória e isso é plenamente visível. O time joga emperrado, não repete mais aqueles futebol valente e agradável de tempos atrás em seu estádio, como aconteceu na Copa do Brasil, local onde surrou todos os adversários (4x0 Corinthians/AL, 5x0 Náutico, 4x0 Goiás, 2x0 Vasco, 4x0 Atlético/GO e 2x1 Santos). Agora, até que se esforça em campo, mas as escalações e mudanças do atual treinador, Toninho Cecílio, refletem sempre em um futebol jogado sob pressão.
Este novo empate dentro de casa contra o Palmeiras (1x1) foi apenas uma repetição desses sintomas de inconsequência. Quando domina, o time perde oportunidades incríveis; quando é dominado, parece estar sempre diante de um terrível lapso que lhe pode custar a perda de pontos. Tem um histórico de perda de pontos fáceis que bem poderia colocá-lo entre os primeiros do campeonato, como os empates contra Guarani, Inter e esse mais recente, diante do Palmeiras. Seis preciosos pontos perdidos só justificáveis pelos desencontros atuais.
O Leão empacou em uma posição muito perigosa, na boca da zona do rebaixamento, disputando vaga contra times de larga tradição e que já começam a sair da dolorosa situação. Tem que tomar uma atitude, tem que estirpar logo esses males que começam a infectar toda equipe.
Está mais do que provado que a vinda do novo treinador, para substituir a Ricardo Silva, não tem sido solução. A cada treino, uma desavença, uma questão com os jogadores – e por mais que ele tente se explicar (e até com certa rispidez, como fez nesta quarta-feira com uma repórter), o que está configurado mesmo é que o time agora já não sabe qual é a defesa titular, qual o meio-campo mais adequado, muito menos quem é titular no ataque. O que a reporter fez foi perfeitamente compreensível: perguntou o que todo torcedor gostgaria de perguntar, se está havendo queda-de-braço entre Cecílio e alguns jogadores.
Mas o grande problema é que o treinador não caiu nas graças da torcida, que pede insistentemente a sua saída. Suas escalações e as mudanças que ele faz durante os jogos não trazem os resultados esperados. Vários jogadores começam a ser descartados e isso desgasta qualquer relacionamento entre técnico e comandados.
Vou me valer de um velho adágio materno: canjica erradamente mexida não pega ponto. E em tudo na vida, a pior coisa é se trabalhar sob pressão.
