AINDA DÁ, MAS...
O Vitória foi amplamente dominado pelo Santos, seu ataque foi inoperante, o pouco que fez ficou por conta da luta inaudita da defesa, até que Vanderson e Ramon não desapontaram tanto e de bom mesmo foi o jovem goleiro Lee, que fez umas três defesas importantíssimas, além de pegar um pênalti batido pelo Neymar, que o cobrou com uma máscara que dava para enfeitar quaquer Carnaval deste país.
O 2x0 santista foi lucro, porque ainda deixa o Vitória em condições matemáticas de lutar pelo título, pois este mesmo Santos já levou aqui no Barradão, com jogadores famosos e tudo, duas solenes goleadas, uma de 4x0 em outubro de 1995, outra mais recentemente, por 6x2 em julho do ano passado. Aliás, nesta Copa do Brasil a grande virtude do Vitória tem sido conseguir o resultado sempre em seus domínios. Foi assim contra o Corinthians/AL, contra o Náutico, o Vasco, o Goiás e o Atlético/GO. Goleou sempre e não levou gol em nenhum destes jogos.
Agora, como ainda ganhou uma sobrevivência na disputa da taça, porque o adversário se lambuzou em perder gols, terá que fazer o mesmo contra o Santos. Mas vai ser preciso deletar o apático futebol exibido na Vila. E mesmo com os novos problemas que enfrenta para escalar o time (Vanderson e Schwenck levaram terceiro cartão amarelo), vai ter que se empenhar mais, explorar todos os setores do campo, dar o calor na defesa santista, que me parece seu ponto vulnerável. E tem ainda um ingrediente que é preciso ser realçado: desde já, com lotação praticamente esgotada, os 32.000 torcedores rubro-negros, porque os outros 3.000 serão santistas, terão que empurrar esse time do princípio ao fim.
Lembrando a velha lição de que não há derrota sem proveito, ficou, para o Vitória, a confirmação que, muitas vezes, um grande problema pode ser resolvido com receitas caseiras: viram o jovem Lee? Embora Viáfara seja o melhor goleiro desses últimos tempos aqui na Bahia, ficou comprovado que a Toca do Leão é realmente uma ótima fábrica de goleiros – Dida, Fábio Costa, Felipe. E agora, parece estar começando a constatação de Lee, que soube aproveitar uma única e perigosa chance para responder presença firme, apesar do sufoco e da derrota.
