DIFERENTES COPAS
Uma, a do Nordeste, de estádios vazios por causa da estúpida programação com a bola rolando solta lá pela Ágrica do Sul, com o Bahia desapontando a sua torcida de forma que até um companheiro de imprensa passou muito mal nesta última quarta-feira, quando levou a esperança de ver Cacá e Denis aberrebentar pelo Bahia e viu o Vitória aplicar uma acachapante goleada de 5x1. A outra, a do Mundo, de estádios sempre muito cheios e zuadentos, pelo enxame que os sul-africanos fazem com aquelas vuvuzelas. Parecem abelas malditas picando a orelha da gente.
Três coisas muito previsíveis: que a nossa Copa, agora chamada de Campeonato do Nordeste não ia motivar os torcedores; que os sul-africanos acabariam fzendo festa para os visitantes, porque o time deles é muito fraco e que o Vitória teria todas as condições de matar o Bahia dentro de Pituaçu. Time reserva rubro-negro contra os juniores tricolores reforçados de algumas contratações estranhas. Uma coisa muito comum: tanto aqui quanto lá a bola anda sendo muito mal tratada.
É incrível como um bicampeão brasileiro, em lugar de se profissionalizar, tem sido muito mais amador a cada temporada. Logo ele que precisa dar esquema ao time para subir de divisão, aproveita a Copa do NE para premiar jogadores e técnico do profissional com férias antecipadas. Aliás, se alguma pessoa tiver que procurar o Renato Gaúcho é só ligar na Globo, ficar esperando os intervalos de jogos, que ele faz parte de uma das bancadas dos críticos e convidados, na chamada Central da Copa.
Perder em Pituaçu tem sido a triste sina tricolor, tanto que foi assim com os dois últimos campeonatos estaduais, nem adiantando muita coisa zebrar no Barradão, porque já foi para a casa do inimigo completamente bombardeado. É preciso que os dirigentes tomem uma postura diferente e comecem a entender que esta fiel e fantástica torcida já está escaldada com tantas decepções: agora mesmo um cartel muito dolorido, porque entre Série B e Nordestão, são cinco partidas levando pau de todo mundo, cinco derrotas (Icasa, Duque de Caxias, CSA, América e Vitória), sendo três delas em seu próprio terreiro, 13 gols contra, apenas dois a favor.
Talvez decepção parecida tenha sido a estréia da Espanha, que entrou toda garbosa, arrotando caviar, mas levou foi um solene ferro da Suiça. E a França, parece que não fica muito atrás, porque, depois do empate com o Uruguai e a derrota diante do México, parece que volta para Paris não apenas eliminado, mas sem fazer um golzinho sequer.
