Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote

Coluna

LOSANGO II

Há algumas semanas, escrevi um artigo falando a respeito do esquema tático imposto por Márcio Araújo no Bahia. Como disse na época, o losango é um excelente sistema - quase todos são – se bem treinado e com as peças certas para cumprirem as funções. O problema é que, como todos os padrões de jogo, está sujeito a ser suplantado por um adversário superior e preparado para enfrentá-lo. Foi isso que aconteceu com o time de Araújo nas partidas contra Figueirense e Coritiba. Quando é pego de surpresa, como aconteceu nesses dois jogos, alternativas são precisas para saber se livrar da armadilha preparada.


Tenho elogiado seguidamente o trabalho de Márcio e mantenho os elogios. Agora, não posso deixar de perceber que uma única derrota mudou completamente a concepção do treinador, ou apenas o fez por em prática, de uma vez, seu pragmatismo com relação ao losango. Os 4x2 aplicados pelo Icasa, em Pituaçu, parecem ter travado qualquer pensamento mais ousado de Araújo. Jogando bem ou mal, pra ele se desfazer do sistema é preciso uma inferioridade muito latente, como aconteceu contra o Figueirense. Na oportunidade, tirou Adriano e Fábio Bahia para colocar Luizão e Rogerinho, respectivamente. A intenção era não ser goleado.


Contra o Coritiba foi escandaloso o conservadorismo com relação ao esquema. Foi pego de surpresa com a mudança tática de Ney Franco e, apesar de ter conseguido encaixar um pouco a marcação no decorrer da partida, o fato é que o meio de campo não viu a cor da bola e Márcio o manteve do início ao fim. Nenhum dos argumentos dados por ele nas entrevistas convenceu. É inexplicável a permanência de Hélder os 90 minutos. Estava perdido na marcação, não conseguia criar nada e, para completar, errou alguns passes que proporcionaram contra-ataques aos paranaenses. Era o principal buraco encontrado pelo Coritiba e Araújo não mudou.


Alguns podem dizer que o treinador não mudou por falta de opções no banco. Mas ai é que está. Márcio tem um mérito muito grande de sempre pensar no banco de reservas de acordo com possibilidades previamente estudadas do adversário. No entanto, não entendo o motivo de todo santo jogo, Diego Corrêa ser chamado, principalmente quando a partida é em Pituaçu. Por não abrir mão do esquema, o treinador quase sempre leva um zagueiro, o lateral esquerdo, um volante, um meia e dois atacantes. Com isso, deixa de fora opções importantes com Vander e Rogerinho – questões extra campo a parte. Isso não vai impedir o Bahia de subir, mas, com certeza, faz o torcedor não ter a confiança que o momento propicia. No futebol, o certo e o errado mudam a cada rodada. Araújo tem experiência suficiente para saber disso.

Compartilhar