CONQUISTA HERÓICA
Nem o fato de haver perdido o jogo para o Bahia, por 2x1, tira o brilho de uma conquista heroica de um bi-tetracampeonato em nove anos, um ênea interrompido apenas por causa de um incompreensível lapso em 2006 quando, com farta vantagem de pontos, acabou batido inapelavelmente pelo Colo Colo em compatição disputada em dois turnos.
O Vitória levou a vantagem para campo, sofreu uma grande pressão do Bahia no segundo tempo, principalmente quando teve expulso o apoiador Vanderson, um dos seus mais competentes jogadores, mas sempre esteve com a mão na taça, já que o seu adversário precisava colocar dois gols de diferença e isso não ocorreu durante todo o jogo. Mas o importante mesmo é lembrar o sacrifício que o time de Ricardo Silva vem tendo em duas competições (o Baiano e a Copa do Brasil), jogos nos meios de semana e no domingo, sempre se classificando fase sobre fase e sendo o nosso melhor time do semestre.
No deve ter sido fácil ter que ultrapassar Náutico, Goiás e Vasco, pela Copa do Brasil, e ainda jogar partidas decisivas pela competição estadual, sendo que contra os cariocas ainda é um problema resolvido pela metade, porque, embora tenha ganho o primeiro jogo por 2x0, ainda vai ter que medir forças na próxima quarta-feira, em São Januário.
De tudo ficam algumas certezas, entre elas a de que Ricardo Silva já é uma constatação firme de bom treinador, que o Vitória realiza um ótimo trabalho estrutural, com salários em dia e apoio logístico de ótima qualidade e que acaba de conquistar um dos seus títulos mais difíceis dos últimos tempos.
Ao Bahia cabe o consolo de ter sido valoroso na final, lutado com todas as armas em busca do título e mostrado que já tem uma boa espinha dorsal para disputar o difícil Brasileiro da Série B, em que ficar entre os quatro é o seu maior objetivo, porque isso o levará à primeira divisão, batalha que ele enfrenta desde 2003.
