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Coluna

BAHIA COM E SEM EDÍLSON

Renato Gaúcho já provou que está certo quando alterna Edilson nos jogos do Bahia, poupando de um, escalando-o no outro – e mesmo entendo que a gritaria vai ser constante toda vez que o time não conseguir um bom resultado, porque o Capetinha, por já beirar os 40, ainda é um jogador diferenciado, pelo talento e pela criatividade. Mas preservá-lo me parece um atitude sensata do treinador, pois, volta e meia, são constatados problemas musculares que a idade tem sido diretamente responsável. Cansaço físico, exaustão psico-mental, principalmente para quem, ao longo de sua vida, fez artimanhas rápidas e contundentes na arte de jogar futebol.

 

Uma coisa está definitivamente provada: com Edilson no time o Bahia é mais lento, mas ganha na criação e na qualidade dos passes – e há jogos que essas virtudes são imprescindíveis, principalmente em clássicos quando as batalhas são mais pensadas e decididas no detalhe; sem ele, o time tem atualmente, com todos os recursos humanos à disposição do treinador, a via da velocidade e da busca incessante de jogadas pelas laterais do campo – e isso ficou provado no jogo de Camaçari quando, com alterações corretas para o segundo tempo (a entrada do menino Maurício foi a principal delas), o Bahia fluiu, ganhou em todos os fundamentos e acabou aplicando um folgado 3x0 e praticamente garantido a vaga e o primeiro lugar, porque só mesmo fantasma para tirar essas condições tricolores, cuja equipe é a de maior ascenção no campeonato.

 

Ainda acho que deve dar Ba-Vi na final, pois se o Vitória conseguir ganhar os seus dois próximos jogos (Conquista em casa e Atlético fora) decide com o Bahia de Feira na última rodada e, convenhamos, se não ganhar este jogo é porque realmente não tem condições de sequer sonhar com o tetra. Então, tudo se encaminha para semifinais com Bahia x Bahia de Feira e Vitória x Fluminense.

 

Mas voltando ao assunto Edilson, quem for da imprensa coerente e flexível tem que reconhecer que Renato está certo. Só acho que ele deveria ter sido mais ameno em seu desabafo contra as críticas que tanto achou injustas e inoportunas.

 

Porque questionar sobre escalações e esquemas faz parte no futebol. Do contrário, seria um esporte insípido e desinteressante, insuficientemente capaz de gerar tanta paixão.
Entre os torcedores e até mesmo no seio da imprensa.

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