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Coluna

MISTÉRIOS DO FUTEBOL

Há mais mistérios entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia, conforme sentenciou o grande William Shakespeare – e o futebol é um desses mistérios. De repente, o campeão antecipado Bahia, de tantas virtudes e fortalezas, passou a não valer mais nada e o estrangulado Vitória, de tantos defeitos e desencontros, ressurgiu do marasmo e já bota a cabeça na rua sem o escárnio da chacota e da humilhação.

 

Terminados os jogos em que o Rubro-negro ganhou do Náutico (1x0) e o Tricolor perdeu para o Atlético/GO (2x0), no Recife e em Goiânia, pela Copa do Brasil, varei madrugada a dentro ouvindo tudo que é rádio para sentir o clima da opinião de competentes companheiros e torcedores, neste caso metade de conscientes e metade de aloprados e fanáticos. E olhe que tem rádio que faz a pós-jornada até três horas depois de cada jogo encerrado – e foi um rosário de preciosidades que absorvi. 

 

Como um relâmpago o experiente Renato Gaúcho acabou errando tudo: relacionou mal, escalou errado e substituiu muito pior – atéfoi levantado o questionamento de ter mandado o Wilson Júnior substituir o Apodi quando sua intenção (ou clareza de necessidade?) era tirar o Abedi. Já o Ricardo Silva, que viajou para o Recife agarrado na asa do avião para não cair, acabou dando uma aula de estrategia: fez voltar o condenado Bida, que fez o gol do triunfo, reforçou o meio-campo com o retorno de Vanderson, foi tudo muito perfeito, inclusive com o bilhete premiado de loteria chamado Viáfara, em noite inexpugnável.

 

É por isso que o futebol é tão apaixonante. Porque é imprevisível, imponderável – e ai daquele que se mete a gato-mestre sabedor de todas as coisas e de todas as artimanhas deste esporte. O resultado é muito doloroso, porque não raras vezes acaba ou desmoralizado ou, no mínimo, incoerente em seus conceitos.

 

Já que vocês querem saber qual mesmo a minha opinião, o que acho mesmo é que o Bahia tem amplas condições de reverter a situação e o Vitória está com a faca e o garfo na mão para traçar o timbu. Mas tanto tricolores quanto rubro-negros ainda estão longe de se confiar em bom futuro tanto na Copa do Brasil quanto nos Brasileiros das Série A (Vitória) e B (Bahia). Se não superarem esta incômoda oscilação, pode ser uma temporada de desastres e muitas lamentações. E essas inconstâncias são tão visíveis que desaponta cronistas e torcedores.

 

E como disse o extraordinário maluco inglês, “esquecer é difícil para quem tem coração”, principalmente para duas torcidas apaixonadas, que mesmo diante de dificuldades financeiras de seus clubes, preferem sonhar com grandes campanhas e títulos.

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