TIME DOMÉSTICO
Não vi o jogo entre Vitória e o Corinthians Alagoano porque lá não estive nem a TV exibiu direto para Salvador, mas o resultado por si só revela o que sabemos: nosso tricampeão continua sendo um time doméstico.
Eu até não discuto que o Corinthians Alagoano seja um time arrumadinho, que tem um estádio tipo miniatura daqueles que os da casa conhecem fiapo por fiapo de grama, mas que o Vitória, ao tomar 3 x 1 na estreia da Copa do Brasil mostrou que não tem forças para se confiar em alguma façanha interestadual, isso é a maior verdade do mundo.
Um companheiro meu, desses que se desesperam ao primeiro sintoma de fragilidade, telefonou-me exaltado, dizendo: “Sei que você deve estar muito desolado, porque todos nós esperávamos um melhor comportamento e foi uma tragédia”. Eu não estou desolado coisa nenhuma, estou é convicto de que o time da Toca é doméstico e precisa de uns três a quatro reforços de peso para fazer o jogo fluir com personalidade e dentro das perspectivas de que, outra vez, não vai ficar fazendo cálculos e mais cálculos nas rodadas finais do Brasileiro para não cair e, quem sabe, na melhor das hipóteses, como tem acontecido nestes dois últimos anos, lograr uma vaga na Sul-Americana. Ainda assim, com a certeza de que não passa da primeira fase.
Não concordo com os que dizem que é preciso contratar um montão de reforços que até o clube não tenha condições de pagar, mas acho que deve ser reduzido o número de aquisições de jogadores de outros centros, mas buscando-se uns quatro craques de realce, que realmente dêem personalidade de time grande ao Vitória.
Desesperar nunca, exigir sempre. Porque só não enxerga quem não tem sensibilidade. Infelizmente o nosso futebol – e o Vitória mostrou isso em Maceió contra o modesto Corinthinhas local, levando três, sem dó e piedade.
