TRÉGUA TÉCNICA
Esta vitória tricolor na estréia da Copa do Brasil, um 2 x 0 que elimina o segundo jogo, não apenas serviu para amarrar uma trégua entre o time e a torcida, mas, também, para aflorar o bom futebol de alguns jogadores, como Edilson, Rogerinho, Ananias, Rodrigo Grahl e Alison, a quem os companheiros que lá estiverem se referiram com muito entusiasmo.
Que ainda é tempo de expectativa, isso é, porque o Vitória-ES não é sequer um time da terceira divisão, mas não se pode desprezar o bom resultado em um primeiro jogo de competição tão importante, principalmente pelas dificuldades encontradas no acanhadíssimo Estádio Salvador Venâncio, cujo cunho é Ninho das Águias e que dizem caber 8.000 torcedores mas que, com pouco mais de mil, já estava botando gente pelo ladrão. Não sei como é que a CBF programa jogos de seu segundo mais importante campeonato em um campo como este, pois vi nas reportagens preliminares de tevê e fiquei espantado. Parece campo de várzea, com uma arquibancadazinha chupeta para tapear os ingênuos.
Apesar disso, o Bahia dominou o tempo todo, fez o placar no primeiro tempo e não precisa mais repetir esse jogo no dia 24. Tem assim as chances de trabalhar com mais tranquilidade e ainda não ter que jogar três dias antes do clássico estadual, contra o Vitória verdadeiro, programado para o dia 28, enquanto o seu adversário só estréia na Copa do Brasil justamente no dia 24, em Coruripe-AL, contra o Corinthians Alagoano, porque o campo deste time sequer tem iluminação artificial.
Acho que a tendência do Bahia é melhorar muito até a fase decisiva do Baiano chegar. E com isso quem ganha é o torcedor, porque tudo se encaminhava para mais uma conquista fácil do Rubro-negro. Agora, não. Além das dificuldades que os dois grandes encontrarão com alguns times do interior (Conquista, Flu de Feira, Camaçari e Madre de Deus), tudo está muito bem claro que o Bahia se encaminha para uma nova fase, de menos desacertos e apatia.
E assim, vai ser decisão para nenhum baiano botar defeito.
