CARNAVAL SEM MÁSCARA
É preciso esclarecer tudo, sem as artimanhas de editores de tevê que mostram três minutos dos melhores momentos e o desavisado fica pensando que tudo está às mil maravilhas. O campeonato ainda está morno e não apresenta grandes novidades. O veterano Ramon continua sendo o melhor de todos e ainda não se surgiu nenhuma revelação de destaque.
O maior favorito de todos, o Vitória, atual tricampeão e detentor de oito títulos nesta década está na frente de todos, mas sem brilho. Joga para o gasto e até dá a impressão, em certos momentos, que o faz com certo fastio, sem alegria, retratando o mormaço que os termômetros estão acusando neste verão calorento. Falta mais vibração em todo time, mais jogo de cintura, mais flexibilidade e criação no meio-campo.
O Bahia vacila muito e por isso mesmo não tem encontrado apoio de sua fanática torcida que, neste último domingo nem chegou aos 3 mil em Pituaçu, onde manda os seus jogos e cuja expectativa, depois da contratação de Renato Gaúcho, seria de estar sempre apinhado, falando vagas e gente na porta querendo entrar. E sabe por que tem faltado gente nos jogos tricolores? Porque o time não tem inspirado confiança, ainda muito carente de um esquema de jogo e com os craques contratados muito longe de empolgarem a “nação”.
No interior, o Fluminense até que segue bem; o Conquista assim, assim; o Madre de Deus surpreende, sendo o único ainda invicto, mas só com duas vitórias; o Camaçari já pode ser considerado como adversário difícil; os outros não fedem nem cheiram e o Colo Colo parece que se encaminha mesmo para uma das vagas à segunda divisão.
Agora, até a próxima semana, tudo é Carnaval e é um bom momento para favoritos e coadjuvantes não se excederem na festa e procurarem renovar suas forças. Nesta quarta o Bahia vai ao Espírito Santo enfrentar o Vitória pela Copa do Brasil e se fizer o dever que todos esperamos (ganhar com diferença de dois ou mais gols) não vai precisar de nova partida contra o fraco representante capixaba.
E como estamos às vésperas de Momo, é muito prudente não se fantasiar o nosso futebol com a máscara do devaneio, porque isso só vai trazer maiores decepções.
