PERSPECTIVAS DO CLÁSSICO
O primeiro clássico traz algumas premissas antagônicas, muito próprias de um futebol cuja bipolarização sempre impera, em que duas forças sempre foram o alvo de todas as análises e que se uma vai bem a outra ou está em má situação ou procurando o seu espaço.
Vejo o Bahia entrando em campo sob a euforia e a confiança incondicionais de uma torcida fanática, que tem de sobras o que comemorar neste limiar de jornada: são duas goleadas, uma fora outra em casa, oito gols a favor, sete de saldo, um futebol que se não foi perfeito, pode-se assegurar que o Renato Gaúcho está fazendo o time jogar solto, alegre e com atitude do princípio ao fim.
O Vitória, muito aquém do que se poderia esperar, deve entrar no gramado sob os olhares de profundas reservas e inquietações de uma torcida que acreditava muito na capacidade de uma equipe que acaba de disputar uma primeira divisão nacional e que, se não foi brilhante, chegou entre os da Copa Sul-Americana e, portanto, não caiu de divisão nem saiu de mãos abanando. Mas nos dois jogos realizados até agora causou desapontamento, ganhando um às duras penas e perdendo o outro sem muita justificativa.
Mas ao longo desta minha militância de crônica esportiva já vi de tudo no clássico, que continua literalmente sem prognóstico. E neste o Bahia precisa provar que realmente é o maior favorito ao título e o Vitória tem uma incontestável necessidade de responder melhor presença como força e candidato ao tetra.
