ROMA-PIRAJÁ-COPA
Tenho um amigo italiano, o Ettore Frigo, amizade construída desde a Copa de 1990, ultimamente sempre se comunicando via Internet – e nesta terça-feira, deixou em meu correio uma informação muito agradável, mas, também, uma indagação praticamente sem resposta.
Frigo, que é um executivo da rede hoteleira de Roma (trabalhou no Hotel Nazionale, na Via Firenzi e agora está no Imperiale, na Via Venetto), já se programa para voltar ao Brasil, em 2014, trazendo mulher e filhos para assistir a Copa que aqui vai acontecer. E mesmo que a Itália não fique no grupo sediado em Salvador, porque ele nem pensa no seu país ficar fora dessa Copa, ele vem com mala e cuia para a capital baiana. Salvador será sua sede, daqui ele vai para outra cidade, onde a Azurra estiver.
Mas essa não é a principal questão deste comentário. O drama é que, quando aqui esteve há uns 10 anos, Frigo teve que pegar um frescão para chegar ao centro da cidade, pois fui para o aeroporto espera-lo às três da tarde, mas houve um equívoco no horário e o italiano já havia chegado às oito da manhã. Quando nos encontramos – e ele se hospedou na minha velha tapera – disse-me que o percurso de ônibus pela orla foi uma viagem muito agradável, inesquecível.
Agora, ele me fala que não pretende carro particular ou especial, nem ônibus, nem táxi, mas quer mesmo é ter o grande prazer de sair do aeroporto com a família até o centro da cidade, via metrô e até me acenou a possibilidade de chegar momentos antes do primeiro jogo programado para a Fonte Nova. E chega a fazer uma série de imagens, falando do metrô deslizando perto do mar, junto aos coqueirais, com ele e os seus rebentos e mulher se deliciando com a inigualável paisagem da Orla de Salvador.
Não desiludi logo o amigo Frigo, porque nem sei se ainda estou por aqui em 2014. Faltam cinco anos. É muito tempo e os nossos governantes podem mudar o projeto. Porque seria doloroso, diante de tanta euforia do gringo, que ama a Bahia como bem poucos baianos, simplesmente informá-lo na tampa que só vamos ter uma linha de metrô, saindo de Pirajá até a Estação da Lapa, passando pela Fonte Nova, que deve ser uma arena monumental na Copa.
Mas como ele sempre acessa os portais onde escrevo maluquices, parece-me inevitável adverti-lo agora, com mais calma, que o roteiro dele e de sua gente deve ter um trechinho de buzu, sim. Do aeroporto até Pirajá, passando por Mussurunga, Estrada Velha e Canabrava, porque só de lá alguém poderá chegar ao estádio via metrô.
Frigo, que é um executivo da rede hoteleira de Roma (trabalhou no Hotel Nazionale, na Via Firenzi e agora está no Imperiale, na Via Venetto), já se programa para voltar ao Brasil, em 2014, trazendo mulher e filhos para assistir a Copa que aqui vai acontecer. E mesmo que a Itália não fique no grupo sediado em Salvador, porque ele nem pensa no seu país ficar fora dessa Copa, ele vem com mala e cuia para a capital baiana. Salvador será sua sede, daqui ele vai para outra cidade, onde a Azurra estiver.
Mas essa não é a principal questão deste comentário. O drama é que, quando aqui esteve há uns 10 anos, Frigo teve que pegar um frescão para chegar ao centro da cidade, pois fui para o aeroporto espera-lo às três da tarde, mas houve um equívoco no horário e o italiano já havia chegado às oito da manhã. Quando nos encontramos – e ele se hospedou na minha velha tapera – disse-me que o percurso de ônibus pela orla foi uma viagem muito agradável, inesquecível.
Agora, ele me fala que não pretende carro particular ou especial, nem ônibus, nem táxi, mas quer mesmo é ter o grande prazer de sair do aeroporto com a família até o centro da cidade, via metrô e até me acenou a possibilidade de chegar momentos antes do primeiro jogo programado para a Fonte Nova. E chega a fazer uma série de imagens, falando do metrô deslizando perto do mar, junto aos coqueirais, com ele e os seus rebentos e mulher se deliciando com a inigualável paisagem da Orla de Salvador.
Não desiludi logo o amigo Frigo, porque nem sei se ainda estou por aqui em 2014. Faltam cinco anos. É muito tempo e os nossos governantes podem mudar o projeto. Porque seria doloroso, diante de tanta euforia do gringo, que ama a Bahia como bem poucos baianos, simplesmente informá-lo na tampa que só vamos ter uma linha de metrô, saindo de Pirajá até a Estação da Lapa, passando pela Fonte Nova, que deve ser uma arena monumental na Copa.
Mas como ele sempre acessa os portais onde escrevo maluquices, parece-me inevitável adverti-lo agora, com mais calma, que o roteiro dele e de sua gente deve ter um trechinho de buzu, sim. Do aeroporto até Pirajá, passando por Mussurunga, Estrada Velha e Canabrava, porque só de lá alguém poderá chegar ao estádio via metrô.
