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Coluna

TRIUNFO DE CAMPEÃO

No futebol existem algumas verdades após resultados marcantes como o triunfo do Bahia por 2x1 contra o Sport. Como bem disse o treinador Márcio Araújo, “foi um tipo de vitória que fortalece”. Todos os ingredientes para uma derrota tricolor estavam no cardápio. Dez desfalques, entre eles titulares fundamentais como Jancarlos, Ávine e Jael, o adversário embalado, o caldeirão da Ilha do Retiro fervendo e a própria torcida, apesar de ter comparecido em grande número, em sua maioria, não levava fé. Contra tudo isso, com determinação e consistência tática, segurou a pressão do primeiro tempo e passeou no segundo.

 

 Na primeira etapa, talvez por todos os motivos contrários, o Bahia foi excessivamente cauteloso. Nenhuma outra frase clichê explica melhor o tento marcado por Diego Corrêa do que, “achou o gol”. O time simplesmente abdicou de atacar, mesmo quando tinha chances. Um lance deixou isso claro. Hélder puxou o contra-ataque com três contra quatro. Podia abrir na esquerda, na direita, tentar invadir sozinho ou chutar de fora da área. Tinha todas essas possibilidades a sua escolha, mas preferiu, inexplicavelmente, recuar o jogo. Como “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, acabou por receber a galinha pulando aos 44 minutos.

 

Temi pelo pior, mas não acreditava que o Bahia manteria a postura de apenas se defender, esperando um “quem não faz toma”. Bastou adiantar um pouco a marcação, Morais e Vander entrarem de vez no jogo e os laterais pararem de centralizar na cobertura, para o tricolor engolir o Sport. Colocou a bola no chão e teve agressividade nos contra-ataques. Não teve caldeirão que fizesse os pernambucanos recuperarem o domínio do jogo. Um pouco mais de capricho no último passe, e o placar teria sido mais elástico. O time indicou maturidade e consistência impressionantes. E Vander mostrou que, quando é objetivo, faz a diferença. Tomara que mantenha a evolução.

 

Depois dessa rodada, acho que ficou definido quem serão as equipes a lutar pelo acesso a Série A. Coritiba, Bahia, Figueirense, América Mineiro, Ponte Preta e Sport. Se outro entrar na turma, será uma surpresa muito grande para mim. O que me deixa mais otimista com relação ao time de Márcio Araújo é a evolução. A equipe ainda parece estar em fase de crescimento coletivo e individual. Para completar, a diretoria tem de continuar nessa pegada, mantendo os salários em dia e dando condições estruturais de trabalho ao elenco. Tem de pisar em ovos até o final da competição, para não dar vez ao azar. Parece que, dessa vez, as coisas estão sendo feitas com seriedade e o departamento de futebol está bem administrado.

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