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Coluna

BAHIA, VITÓRIA E SELEÇÃO

Claro que o Bahia, depois da derrota por 2 x 1 contra o Ceará ainda não deve jogar a toalha, porque tem 30 pontos ganhos e 48 a disputar em 16 jogos que restam e se ganhar 10 partidas, com 60 pontos pode alcançar uma das vagas. Mas o futebol não é só Matemática, até porque os adversários que os 10 adversários que estão na frente têm melhores chances de cálculos para chegar.


Se já era difícil o Tricolor chegar entre os quatro, agora então é que o caminho ficou mais longo e espinhoso, porque o último do G-4, o próprio Ceará, seu adversário deste jogo de sábado, chegou aos 40 pontos, uma dianteira de 10. Mas ninguém tem o direito de acordar Binha de São Caetano nem Rogério Karatê, dois torcedores autênticos e muito crentes, que ainda enxergam tudo de forma muito positiva, inclusive que o grande campeão brasileiro vai terminar com a taça da Série B.


No futebol (e em se tratando do Bahia), ninguém pode dizer que acabou e pronto. Há que se considerar que é preciso o time sair do patamar de um aproveitamento inferior aos 50 % (são tem 45,5), correr a 90 nos jogos que restam e chegar aos 65, 70, para poder fazer os cálculos de chegada, porque esta é a média dos que estão na frente. Não se pode negar uma coisa: se no primeiro tempo o Bahia foi passível de levar até mais gols do alvinegro cearenses, no segundo tempo foi quem comandou as ações, porque jogou com alma, como time grande, que só não conseguiu o empate ou até a virada por mera falta de sorte. E é justamente por isso que a esperança continua entre os torcedores.


O Vitória empatou com o Grêmio, pela Série A (1 x 1), mas mereceu ganhar. De favorito o time gaúcho passou o maior sufoco para chegar ao empate, só o fazendo nos minutos finais, quando o árbitro, um tal de Elmo Resende Cunha, de Goiás, deu uma providência, expulsando Magal em falta muito normal.
Mas o Leão foi surpreendente – aliás, jogou como todos nós esperamos: fechadinho, mas sem medo, partindo pra cima, mostrando as suas garras. Criou ótimas chances, fez o seu merecido gol e ainda teve duas bolas nas traves, todas as chances do mundo de liquidar o jogo. O Grêmio foi um time assustado com o esquema apresentado pelo Vagner Mancini. De cautelas defensivas, mas de eficientes contragolpes.


Também acho que o Vitória não tenha mais fôlego para chegar entre os primeiros, mas entendo que a atuação deste sábado no Olímpico deixou bem claro que tem condições de permanecer na elite e lutar até o fim por nova vaga na Sul-Americana. Seus dois próximos jogos – Palmeiras e Internacional – são duas pedreiras, mas há possibilidades de sucesso, sim, basta que a torcida acredite e vá ao Manoel Barradas com força.   


Por fim, a vitória brasileira sobre a Argentina, por 3 x 1, em Rosário, foi fundamental e garantiu a Seleção na Copa de 2010, mas nem tudo é passível de comemoração, principalmente para os baianos, que terão em Pituaçu um time reserva contra o Chile, pois contra os argentinos, o zagueiro Lúcio, o volante Ramires (reserva), o meia Kaká e o atacante Luís Fabiano foram advertidos com o terceiro amarelo. Como conseqüência não enfrentam os chilenos e devem ser substituídos por Juan (ou Miranda, caso o ex-titular não esteja em condições), Júlio Baptista e Adriano, respectivamente


Mas o que importa mesmo é que demos um chocolate em los hermanos, estamos mais em uma Copa e poderemos fazer uma grande festa para uma Seleção classificada três rodadas antes das Eliminatórias chegarem ao fim.

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