TEM QUE MELHORAR
Segunda colocação com mais uma rodada garantido no G4 independente do resultado e o Bahia está, a passos largos, rumo a Série A. No entanto, tem de ter algum estraga prazeres para, em um momento como esse, colocar o dedo na ferida e apontar os erros do time. Não que seja alguma coisa desesperadora ou que o tricolor não esteja no caminho (quase) certo, mas vale as dicas. São nesses momentos que as críticas construtivas devem entrar em cena. Tenho confiança, mas não sou cego.
Para começar o óbvio. As seguidas falhas da defesa não deixam a torcida ter a segurança necessária. Pior que os treinamentos são feitos para evitá-los e eles continuam acontecendo. São individuais. Nen, infelizmente, não tem mais condições de jogar nesse esquema utilizado pelo Bahia, em que o confronto é inevitável. No seu atual estágio físico, o zagueiro funcionaria apenas como um homem da sobra. Já Alison, tem velocidade, certa habilidade, visão de jogo, chega duro, mas parece desconcentrado. Vira e mexe falha infantilmente por displicência ou erros de posicionamento. Sempre foi bom no jogo aéreo, contudo, esse ano tem vacilado. Sem falar no nervosismo excessivo.
Fora a zaga, o ataque também me preocupa. As peças de reposição são complicadas. É difícil esperar alguma coisa de Aleilson, Mendes e Itacaré, principalmente agora que Márcio Araújo fixou o sistema com dois atacantes. Ainda mais que, em minha opinião, Rodrigo Grahl e Jael não funcionam juntos. Adriano tem se destacado e tem completado Jael. Falta outro velocista. Não sei se “Michael Jackson” tem fôlego para segurar esse nível de atuações até o final da Série B. Será apenas uma boa fase como de muitos outros que passaram pelo Bahia, ou é a realidade do até então desconhecido jogador? Espero que seja a primeira opção.
