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Coluna

HORA DE RESPOSTAS

O Bahia se reabilitou e no Vitória só faltou Roger acertar a pontaria para manter os 100% de aproveitamento no Manoel Barradas, mas, agora estamos diante de duas grandes pedreiras nesta próxima rodada, com o rubro-negro enfrentando o Corinthians, em SP, e o tricolor recebendo o Vasco da Gama, aqui em Pituaçu.


Se vocês me perguntam sobre favoritismo, sei que desagrado, mas não somos favoritos em nenhum dos dois jogos, porque o Corinthians é atualmente um dos mais fortes times brasileiros e, portanto, candidato em potencial ao título da Série A, mesmo ainda não estando no topo da tabela, e o Vasco vive um bom momento na Série B, ocupando uma das posições do G-4.
Isso não inviabiliza as chances de Vitória e Bahia. De o Vitória, agora sem os problemas que teve para jogar com o Atlético/MG, voltar a ser o time valente que tem sido ao longo deste campeonato e de o Bahia, já reabilitado, ter mais fôlego para apresentar um jogo convincente e chegar ao sucesso. Aliás, a maior preocupação de todos que analisam o futebol sem os desvarios dos apaixonados, é com o Bahia, que mesmo tendo vencido o fraco Campinense, lá na Paraíba, ainda não apresentou um estilo de jogo da qualidade que a sua torcida sempre mereceu.


Entendo que Paulo César Carpegiani teve sérios problemas para armar a defesa rubro-negra, sem os três zagueiros titulares suspensos, e até o fez de forma coerente, e que Paulo Comelli ainda não encontrou a formação ideal tricolor. Sei que quando um cronista analisa sem o sentimento de que tudo esteve perfeito, logo aparecem uns desequilibrados, de visão embaçada, para enodoar a imagem do profissional. Eu particularmente não levo em consideração, porque sei entender que o torcedor sempre olha pelo coração – e cria fantasias sobre o comportamento de seus times.


Já disse e repito: gostaria de ver os nossos dois times na primeira divisão, disputando sempre os primeiros lugares, como fazem invariavelmente os dois grandes de Minas, Cruzeiro e Atlético, e do Rio Grande, Internacional e Porto Alegre. Lá só dois, Grêmio e Atlético, andaram visitando uma segunda divisão, mas sem a freqüência dos nossos, principalmente o Bahia, que parece ter gostado de não figurar mais entre os clubes de elite, que é o seu verdadeiro lugar, por uma apreciável história de vida e por ter uma das maiores e mais fiéis torcidas do país. 


A crítica coerente me parece uma arma eficaz para que os dirigentes realizem projetos mais arrojados e vitoriosos. Ficar sofismando em cima de resultados do passado, como se eles estivessem acontecendo agora, é uma imperdoável insensatez. Até mesmo burrice.


O que eu vi neste final de semana, sem tirar ou botar, foi que o Bahia ganhou do Campinense por 2 x 1, até de forma justa, mas em um jogo fraco, sem brilho técnico e sem a possibilidade de se poder ainda levantar o estandarte de que o time já encontrou definitivamente o caminho do sucesso; e o Vitória, que voltou a jogar bem, apresentou um preocupante problema de não fazer os gols que teve à sua disposição, principalmente o atacante Roger, que, apesar disso, é um dos artilheiros da competição. É bom lembrar que nos dois últimos jogos (empates de 1 x 1 com o Náutico e 0 x 0 com o Atlético), o Vitória deixou de ganhar quatro pontos, porque construiu as chances, mas não as converteu em gols.


Então, esta é uma semana muito importante para os dois: o Vitória vai a São Paulo pegar o time da moda, o Corinthians, que já se aproxima com força do pelotão de frente, e o Bahia recebe o Vasco que é um dos candidatos em potencial a uma das vagas à primeira divisão.


Estimo que tudo dê certo, mas se não der, não vou arranjar chifres em cabeça de burro só para agradar aos que continuam insistindo que erros e deslizes devem ser creditados à imprensa que mostra os fatos verdadeiros.


Já praticamente chegando ao final de cada uma das primeiras fases, tanto a Série B quanto a A já exigem respostas de quem realmente pode ou não pode chegar entre os primeiros.

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