Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote

Coluna

FUTEBOL DE ALENTO

A Vitória perdeu e o Bahia ganhou, mas a sensação que a gente tem é que foi o melhor futebol desenvolvido pelos dois em suas divisões, passadas cinco rodadas. O jogo do rubro-negro foi atípico: primeira divisão, considerada como o mais difícil campeonato do mundo, contra o Palmeiras, um dos candidatos reais ao título, lá no Palestra Itália, um injusto 2 x 1 para os paulistas. Foi o melhor jogo do time de Paulo César Carpegiani e graças a uma gordurinha criada nas rodadas anteriores, ainda se manteve entre os quatro melhores, só perdendo para Internacional e Atlético-MG, com o Santos na cola.


O Bahia finalmente entrou no G-4 da segunda divisão, o que só havia acontecido na primeira rodada, agora com uma goleada de 4 x 0 sobre o ABC, continuando com aproveitamento total em seu mando de campo, Pituaçu. Nem o fato de os potiguares abecedistas serem fortíssimos candidatos à degola anula a boa perspectiva criada pelo Tricolor, pois o seu futebol foi envolvente, o adversário não demonstrou nenhuma fragilidade e, de quebra, o time de Alexandre Gallo ainda desabrochou um garoto de 18 anos, Roberto, de muita personalidade, bom toque de bola e ótimo dispare pro gol, tanto que contribuiu com a metade do placar. É muito confortante quando a gente vê um time ganhar, superando dificuldades, com um jogo eficiente, sem deixar qualquer dúvida sobre o resultado obtido – e tudo isso o Bahia fez.


Não resta a menor dúvida de que o Vitória, entre os da elite do futebol nacional, tem encontrado e vai encontrar bem maiores dificuldades – e a sua atual posição de terceiro colocado abre apenas, por enquanto, a esperança de tê-lo outra vez entre os principais clubes, alcançando novamente a Copa Sul-Americana ou, na melhor das hipóteses, uma Copa Liberdades.


Meu achômetro diz que o Vitória perdeu por uma série de fatores, mas, no quebrar dos ovos, a omelete abre apetite para batalhas vitoriosas, tanto aqui quanto fora do Manoel Barradas. Perdeu para o Palmeiras porque não soube aproveitar a maior quantidade de chances, porque a bandeirinha Márcia Bezerra e o árbitro Héber Lopes não validaram um gol de Roger, que Marcos tirou trinta centímetros de dentro da meta, porque deu também um azar danado já no tempo dos acréscimos. Mas foi um grande jogo do rubro-negro.
Perdeu, mas jogou de peito aberto, como time grande, que não se limita na covardia da defesa ou de contragolpes ínfimos. Nem mesmo o Palmeiras deve estar cheio de si, porque sabe que ganhou pela sorte, pela fatalidade que o futebol está cheio de exemplos.


Não é justo desancar Capergiani com críticas severas, porque ele voltou a não inventar, a colocar uma escalação lisa, limpa e muito compatível com as atuais condições de seu time; nem, também, fazer guerra contra o atacante Roger, que pareceu fora de órbita quando teve várias chances de marcar. Aliás, na única vez que botou a bola pra dentro, a bandeirinha teve medo de assinalar o árbitro fez questão de ignorar. Mas sobre Roger, que agora tem torcedor e cronista acenando lenço de despedida, acho ser uma desmedida incoerência, porque assim que o Neto foi suspenso e ficou impossibilitado de jogar foi unanimidade que Roger seria a solução. Ou contra o grandalhão Marco Aurélio, que ficou pregado no lance capital da derrota, porque também o defendemos em várias oportunidades. Então, o atual comportamento dos que o querem banir prematuramente Roger da Toca não tem qualquer sentido prático ou honesto.


 Repito que a Vitória fez um grande jogo e foi derrotado pela imprecisão de vários arremates, da arbitragem e das conseqüências de um ótimo jogo. Repito também que tanto o Vitória quanto o Bahia mostraram neste final de semana que vão lutar com boas chances pelos seus objetivos em seus campeonatos.

Compartilhar