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Coluna

SELEÇÃO, REPAROS E VITÓRIA

Rapaz, esse negócio de escalar seleção de melhores do campeonato é sempre muito complicado. Mantida uma base, acho que todos os cronistas devem ter os seus pontos de vista respeitados. O que a gente pode contestar é quando há um que expressa faniquito, colocando jogadores só de um time.


A minha defesa, por exemplo, é formada com o goleiro Viáfara, que sempre respondeu presença nas horas mais difíceis e tem alguns predicativos imprescindíveis: frieza, elasticidade, reposição de bola. A zaga de Apodi (Vitória), Nem (Bahia), Anderson Martins (Vitória) e Robinho (Atlético) me parece muito razoável, mas já li e ouvi algumas com Walace, outro rubro-negro, ao lado de Nem, no miolo de defesa. Só que ainda acho que Anderson Martins, que esteve ausente das finais, é um zagueiro mais completo.


No meio-campo é onde reside a maior complicação, porque a minha indicação (Vanderson/Vitória, Elton/Bahia, Ramon Menezes/Vitória e Robert/Atlético) não é uma armação que mereça muitas críticas, mas, também, já constatei em diversos sites, jornais e ótimos companheiros, fórmulas que contemplam o tricolor Leandro e o rubro-negro Bida em detrimento a Vanderson e Robert, até porque argumentam que o jogador de Alagoinhas não é meia e sim um atacante, daqueles que vêm de trás e faz muitos gols. Só que, como me parece inquestionável a presença dos dois Netos, o Baiano (Vitória) e o Berola (Itabuna), artilheiros do campeonato, faço menção honrosa a Bida e Leandro, mas entendo que a regularidade de Vanderson e a explosão técnica de Robert me forçam a não os esqueces entre os melhores.


Reparos – Esta entrevista, que estou concedendo ao excelente repórter Eder Ferrari, é passível de alguns reparos, porque fui omisso em certas informações e preciso começar a fazer justiça. Faltou dizer que Mário Freitas foi quem me levou para o Jornal da Bahia, quando o Diário de Notícias fechou. Lá tive excelentes instrutores e incentivadores como Carlos Libório, Luis Carlos Alcoforado e os saudosos Pastore Neto e Geraldo Lemos. Colegas espetaculares como Dente de Leite, Bougê, Zé Carlos Mesquita na primeira fase e, mais tarde, Chico Vasconcelos, Edmilson Ferreira, Luis Brito, e muitos outros, porque sei que foram dezenas e dezenas de ótimos companheiros.


Eu tive grandes chefes: Newton Nogueira, que me descobriu na Rádio Clube de Itabuna e não na Globo, José Ataíde, que encampou o apadrinhamento de Nogueira, Ivan Pedro, que foi o primeiro cara que teve a coragem de me confiar uma coluna diária de jornal, o próprio Mário Freitas, que foi meu líder por quase cinco anos como editor do Jornal da Bahia e Djalma Costa Lino, que comandou as equipes que formamos em Copas do Mundo, mostrando-se ótimo tutor de todos nós. Mas, também, é uma ingratidão imperdoável deixar de citar o diretor da Rádio Excelsior, Wilson Menezes (Deus que o tenha...), os dirigentes da Rádio Sociedade antes dos pastores, Irene e Pedro Irujo. Dona Irene foi minha madrinha de todas as horas. Outro cara que sempre me deu chances foi Marco Aurélio, que deixou o rádio para ser um grande empresário.


Outra coisa: quando chamei Zé Eduardo de meninão foi querendo dizer que apesar dele provocar muito “bafafá” comigo, é puro de coração, só faz o bem. Ele e Márcio Martins são brothers. E o mesmo eu digo de Guto Alves e Ricardo Luzbel. Foi aí que eu disse que já trabalhei com dirigentes de clubes, em assessorias de imprensa, mas nunca tive coragem de levar meus problemas financeiros a eles, mas a Zé, Márcio e Ricardo Luzbel, este que me incentiva continuar escrevendo para o Bahia Notícias, é só ter necessidade que abro o jogo. Mas o Eder está de parabéns pela entrevista descontraída, bem humorada, que ele produziu. Trata-se de um jovem repórter com grande talento e perspicácia. Sei que, à medida que a matéria for sendo lida por grandes amigos, vou ter que me penitenciar dos equívocos cometidos.


Vitória – Não jogou bem em BH e por isso perdeu no tempo normal, por 3 x 0, recebendo de volta o placar que aplicou no Galo oito dias antes no Barradão. Teve um comportamento muito abaixo de suas últimas apresentações. Foi disperso, esteve desligado, vários jogadores extenuados, seguramente porque festejaram com justiça a conquista do tricampeonato.


Dois destaques nesta segunda partida contra o Atlético/MG: o goleiro Viafara e o atacante Neto Baiano. Viáfara até falhou em um dos gols, mas na hora que mais precisou dele o Vitória teve a resposta. Fez umas três defesas importantes e pegou o pênalti que foi até muito bem batido. Neto mostrou que tem personalidade; perdeu o pênalti durante o jogo, que já poderia ter dado a vaga sem precisar da decisão extra, mas na hora do vamos ver, ele se apresentou como primeiro para bater as penalidades e o fez com muita eficiência. Ele, Bida, Carlos Alberto, Luciano Almeida e Washington foram muito competentes, liquidando logo o time de Minas na primeira série de cinco.


Apesar dos deslizes e da má apresentação, o importante é que o Vitória passou de fase. Seria doloroso ter jogado uma grande partida e voltado para casa com as mãos abanando.

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