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Coluna

TÍTULO EM ABERTO

Edson Almeida
Esta é uma decisão sem um prognóstico mais concreto, porque todos os quatro finalistas têm os seus motivos para sonhar com o título. Se a gente olha pela globalidade da campanha, o Vitória tem boas chances de chegar ao tricampeonato: 50 pontos, 16 vitórias, dois empates, quatro derrotas, 56 gols a favor, 14 contra, saldo de 42, aproveitamento de 75,8%, portanto melhor campanha, ataque mais positivo, defesa menos vazada, artilheiro da competição (Neto, 14 gols). Pode até jogar por quatro empates e ganhar a taça. Mas se por esses motivos o time da Toca leva todas as vantagens tem um que o deixa em situação de perigo: seus últimos jogos, exceto o 2x1 contra o Juventude, em Caxias, pela Copa do Brasil, não dão a solidez de um palpite muito favorável. Tem outra coisa que não pode ser desprezada: de novo técnico, embora de prestígio e capacidade (Paulo César Carpegiani), ainda é momento de adaptação.


O Bahia, que como o Vitória é sempre um grande favorito ao título, tem os seus predicados muito fortes para apostar no sucesso. Mesmo com uma campanha inferior (46 pontos, 14 vitórias, quatro empates, quatro derrotas, 45 gols a favor, 20 contra, saldo de 35, desempenho de 69,7%), está invicto nos confrontos diretos (2x0 e 0x0 Vitória, 1x0 e 0x0 Fluminense, 6x0 e 2x2 Atlético) e como a decisão é no mata-mata, esses são exemplos muito consistentes. Além disso, seu último jogo, contra o Coritiba pela Copa do Brasil, mesmo empatando (0x0) e sendo eliminado, foi tão alentador que tem torcedor muito confiante em novas apresentações convincentes. Tem, também, um treinador (Alexandre Gallo), que está acompanhando os passos do time desde a sua formação, no início da temporada.


O Fluminense, terceiro colocado, com 41 pontos, 12 vitórias, cinco empates, cinco derrotas, 29 gols, 20 contra, saldo de nove e aproveitamento de 62,1%, tem a seu favor que, embora o turno decisivo não seja todos contra todos, mas foi ele quem somou mais pontos em uma disputa entre os finalistas: somou 13 contra 12 do Bahia, em quatro vitórias, um empate e uma única derrota, justamente para o tricolor da capital.


O Atlético, de campanha mais fraca (38 pontos, 11 vitórias, cinco empates, seis derrotas, 35 gols contra 33, saldo de dois, eficiência de 57,6%. Contra os outros finalistas, só venceu o misto do Vitória e empatou com o Bahia. É de todos o maior franco-atirador e por ter um time muito leve e rápido, também tem suas chances de colocar a mão no caneco 2009.


Creio que esta primeira rodada da semifinal pode ser fator determinante dos finalistas. A Bahia e Vitória cabe construir um bom resultado para confirmar o favoritismo dentro de Pituaçu e Barradão. A Fluminense e Atlético resta criar condições de chegar fora de casa com comodidade, isto é conseguindo vitórias expressivas nesta tarde de domingo. Caso contrário, vai ficar muito difícil para os dois do interior.


Por todos os ângulos, a visão mais honesta que se pode ter é que, até aqui, Bahia e Vitória podem até ser os dois maiores favoritos, mas, como já disse várias vezes, favoritismo não ganha jogo nem decisão, porque na hora da onça beber água há detalhes que fogem a qualquer previsão.


Uma coisa, porém, está clara: a rodada inicial é muito importante para mostrar quem chega melhor à decisão. Mas reafirmo que o título 2009 chega realmente em aberto, com qualquer um dos quatro podendo alcançar o topo do pódio.

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